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O objetivo desse Blog é apresentar essa fantástica e importante tecnologia, de forma simples, para que pessoas que não dominam aspectos técnicos também possam acompanhar a evolução da adoção da Certificação Digital e o universo que gira ao seu redor:

Certificado Digital para Assinatura e Sigilo, Certificado de Atributo, Carimbo do Tempo, Documentos Eletrônicos, Processos Eletrônicos, Nota Fical Eletrônica, TV Digital, Smart Card, Token, Assinador de Documento, Gerenciador de Identidades etc..

Este Blog publica matérias e artigos extraídos da mídia que expressam a opinião dos respectivos autores e artigos escritos por mim que expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

Matérias organizadas por data de publicação

sexta-feira, 25 de março de 2011

CNC mostra que certificação digital vai além da NF-e

Miguel Nicoletti
"A certificação digital é um bem que ultrapassa o simples conceito de ter uma tecnologia que emita notas fiscais eletrônicas", com essa palavras o assessor de projetos da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC), Miguel Nicoletti, explicou o esforço que a CNC vem fazendo para que os empresários adotem a certificação em suas rotinas. 

"Com a certificação digital, há a possibilidade não apenas de diminuir processos ou economizar blocos de nota fiscal, mas de disponibilizar os próprios serviços na web com logística simplificada e segurança plena. O comerciante economiza tempo, presta um bom serviço e adquire credibilidade junto ao seu cliente", analisou Nicoletti.

Com o intuito de facilitar o acesso de pessoas físicas e jurídicas às modernas tecnologias de segurança da informação, a CNC tem firmado parcerias para que as entidades filiadas à ela possam se tornar Autoridades de Registro (AR) e passem a emitir certificados digitais no modelo padrão da ICP-Brasil.

A CNC coordena todo o processo de implantação, planejamento e credenciamento, nas Federações, seguindo o projeto desenvolvido pela Gerência de Projetos da CNC, e monitora as validações efetuadas. Assim, a CNC e as federações a ela filiadas prestam um importante serviço, incentivadoras do usoda certificação digital e de novas tecnologias, diminuindo burocracias e reduzindo o consumo de papel.

Nicoletti explicou que , há um empenho por parte da CNC para que cada vez mais empresários utilizem a nova tecnologia. "O uso do certificado digital trouxe facilidades para todos. O CNC tem realizado um esforço no sentido de que o empresário fique atento para esta nova realidade". 

Atualmente, as federações de Alagoas, Ceará, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já atuam como AR. Enquanto isso, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Federação Nacional de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares estão em processo de credenciamento.

ITI incentiva a certificação digital no Mercosul

 Nesta quarta-feira dia 23 o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) recebeu representantes do projeto Mercosul Digital. 

Na pauta, o debate sobre como o investimento de € 2,4 milhões do projeto será usado para incentivar a formação de autoridade certificadora Raiz no Paraguai, autoridade certificadora de primeiro nível para o Uruguai, a infraestrutura complementar para a ICP Argentina e a infraestrutura de Carimbo de Tempo (time stamp) para Argentina e Uruguai. 

Participaram do encontro o presidente do ITI, Renato Martini, o diretor de Infraestrutura de Chaves Públicas, Maurício Coelho,o assessor do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rogério Vianna, o presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara e-net), Manuel Matos, e o coordenador brasileiro do Projeto Mercosul Digital, Gerson Rolim. 

Maurício C
Na avaliação de Maurício Coelho, "o grande benefício é a integração entre as nações". Para o diretor, o bloco Mercosul é fundamental para a economia digital. "Nós entendemos que vários benefícios usufruídos internamente, no Brasil, com a economia digital contou com a ICP-Brasil. Essa é uma das metas que o projeto pretende alavancar nos países que participam do Mercosul Digital". 

Manuel Matos
Para Manuel Matos, a participação do ITI é fundamental para que a implantação das ICPs no Mercosul ocorra dentro um contexto técnico e administrativo. "O ITI tem desenvolvido um trabalho de apoio à pesquisa e a internalização do certificado digital e do ciclo de vida do próprio documento eletrônico. Ter este projeto liderado pelo ITI faz todo sentido, uma vez que o Instituto não é só referência para o Mercosul, mas para toda a América Latina". 

Renato Martini
Renato Martini destacou que a participação do Brasil neste bloco é fundamental para o êxito do mesmo. "O Brasil é hoje um modelo de sucesso no mundo. Nossa expectativa é que todos os países do Bloco possam chegar a um mesmo nivelamento em relação a critérios de segurança e funcionalidade e, assim, abrir fronteiras para relacionamentos com outros blocos internacionais", concluiu o presidente do ITI.
Fonte: Extraído de: Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo  

Receita amplia serviços do e-CAC para quem tem código de acesso ao sistema

SÃO PAULO – Os contribuintes que têm acesso ao e-CAC – centro virtual de atendimento –, por meio de código de acesso, contam com mais serviços.


Agora é possível consultar o índice de documentos, histórico e as movimentações de processos digitais, o e-Processos, por meio do sistema. Antes só era possível acessar essas informações utilizando o certificado digital.

A Receita Federal disponibilizou os novos serviços por meio de Ato Declaratório Executivo, divulgado nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União. O órgão ressalta que os demais serviços do e-Processos só são acessíveis por meio do certificado digital.

e-CAC
Os contribuintes que precisarem fazer alterações, regularizações e consultas cadastrais devem utilizar o site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), através do Portal e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento da Receita, onde os serviços são utilizados apenas pelo contribuinte ou seus procuradores. Para utilizar o e-CAC, é necessário gerar um código de acesso ou possuir um certificado digital.

Por meio da ferramenta é possível verificar a existência de pendências na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, obter cópia de declarações e de pagamentos, realizar retificação de pagamentos, negociar parcelamentos, pesquisar a situação fiscal, imprimir o comprovante de inscrição no CPF, realizar transações relativas ao Sistema Integrado de Comércio Exterior e alterar dados cadastrais.

O código de acesso pode ser obtido diretamente por meio da página da Receita Federal. Já o certificado digital é emitido por Autoridade Certificadora credenciada pela Autoridade Certificadora Raiz e habilitada pela Autoridade Certificadora da RFB (AC-RFB), que certifica a autenticidade dos emissores e destinatários dos documentos e dados que trafegam numa rede de comunicação, bem como assegura a privacidade e a inviolabilidade destes.

Não poderão ser titulares de certificados e-CPF ou e-CNPJ as pessoas físicas cuja situação cadastral perante o CPF esteja enquadrada na condição de cancelado e as pessoas jurídicas cuja situação cadastral perante o CNPJ esteja enquadrada na condição de inapta, suspensa ou cancelada.

Caso o contribuinte não consiga utilizar os serviços virtuais, ele deve procurar uma Central de Atendimento ao Contribuinte nas unidades da Receita Federal. Somente dessas duas maneiras são feitas as alterações ou regularizações cadastrais no banco de dados da Receita Federal do Brasil.

quinta-feira, 24 de março de 2011

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Tokio Marine anuncia apólices com certificação digital

Tokio Marine anuncia entrada no ramo Garantia 

Companhia oficializa atuação no segmento e conquista apólice na usina Teles Pires


A Tokio Marine, subsidiária de uma das maiores seguradoras do mundo, anuncia sua entrada no ramo Garantia, modalidade de seguro que tem o objetivo de garantir o fiel cumprimento de obrigações contratuais. Com forte atuação em Riscos de Engenharia, a Companhia complementa sua oferta de produtos para atender o mercado de forma cada vez mais completa.

Com a iniciativa, a Tokio Marine já conquistou sua primeira apólice, com uma importância segurada de R$ 166 milhões. A Companhia é a Seguradora da Usina Hidrelétrica Teles Pires, que será implantada na região da divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, próxima ao rio Tapajós. “Esta conquista demonstra que estamos preparados para atender às demandas do mercado brasileiro. Temos uma equipe preparada e com bastante experiência para garantir aos nossos Clientes sempre os melhores serviços”, garante Felipe Smith, Diretor Técnico Corporate da seguradora.

A Tokio Marine pretende alcançar 7% de participação neste mercado em até cinco anos, além de atuar também nos segmentos voltados para as pequenas e médias empresas.

 

Para oferecer ao mercado apólices com certificação digital e atuar com agilidade e excelência, a Companhia está, durante o primeiro semestre, reforçando seus sistemas. 
 

Usina Hidrelétrica Teles Pires: A projeção é que a usina gere 1820 Megawatts, quantidade suficiente para atender aproximadamente 6 milhões de pessoas, o que corresponde, por exemplo, à cidade do Rio de Janeiro.

O empreendimento, estimado em R$ 3,3 bilhões, tem previsão para começar sua operação comercial no final de 2015. O consórcio é formado pelas empresas Furnas Centrais Elétricas, ELETROSUL, Neoenergia e Odebrecht.

Fonte: Planin Worldcom – Assessoria de Comunicação do Tokio Marine
Angélica Consiglio / Ana Paula Sartor / Karina Mosmann
Site: www.planin.com
E-mail: tokiomarine@planin.com
Tels: (11). 2138-8900 / 2138-8948 / 2138-8912

Sistema inédito de laudos com assinatura digital

Um sistema que permitirá agilidade e redução de custo, este é o 'Politec online' que tem o objetivo de disponibilizar, por meio da internet, laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) com certificação digital para as autoridades competentes. 

O 'Politec online' é o primeiro sistema de laudos com assinatura digital do Brasil e está sendo implantada pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação da Sesp. 

A Coordenadoria de Medicina Legal (IML) de Cuiabá será a primeira a receber o novo sistema.

O novo sistema foi apresentado pela Politec e pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), na tarde de terça-feira (22.03), para o secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho e representantes da Polícia Judiciária Civil, Tribunal de Justiça, Polícia Federal e Ministério Público. Ainda na ocasião, os participantes discutiram os ajustes necessários para a melhor forma de disponibilização do sistema.

Patrícia de Cássia Valério Fachone
“Em 30 dias, o IML irá receber o projeto piloto do sistema”, disse a diretora da Politec, Patrícia Fachone. Patrícia disse também que “Em 2010, a Politec emitiu somente na Capital, mais de 28 mil laudos, sendo, 15.660 laudos da medicina legal, 6.025 laudos da criminalística e 6.694 laudos do laboratório forense. 

O novo sistema era um anseio da Politec porque o sistema antigo não permitia buscas e o acesso via web”, lembrou.

Para o coordenador da Mediciana Legal, Jorge Caramuru, o 'Politec online' vai agilizar os trabalhos. “Nós tínhamos a capacidade de produzir 15 mil laudos dentro da estrutura atual. Com o novo sistema, que coloca o laudo disponível na internet, vamos deixar de fazer uma série de etapas e vamos ter uma capacidade maior de atendimento com o mesmo número de funcionários”, explicou

quarta-feira, 23 de março de 2011

Receita Federal desarticula quadrilha que fraudava restituição de Imposto de Renda

Publicada em 22/03/2011 às 16h41m

Por Efrém Ribeiro


TERESINA - A Polícia Federal (PF) do Piauí prendeu, na Operação Hiena, nove pessoas acusadas de fraudarem documentos de restituição de Imposto de Renda (IR) de juízes e funcionários do Senado, que têm no ano remuneração em torno de R$ 200 mil, para sacarem cerca de R$ 700 mil em contas bancárias abertas com documentos e assinaturas falsas. A Receita Federal já avisou que haverá operações semelhantes em todo o país, até maio.

As principais vítimas das fraudes aplicadas contra a Receita Federal detectadas pela Operação Hiena são servidores públicos espalhados por todo o Brasil. Eram pessoas cujo salário chegava a mais de R$ 200 mil ao ano, como servidores do Senado e juízes. O primeiro indício de fraude constatado na investigação foi em uma agência bancária no interior do Maranhão. Cada restituição fraudulenta chegava a R$ 5 mil, e os fraudadores utilizavam o nome de uma vítima para fazer até cinco restituições, chegando a receber até R$ 25 mil, informou o delegado regional da PF no Piauí, José Olegário Nunes.
" As fraudes praticadas pelas prefeituras geram distorções no valor repassado pelo governo federal referente ao Fundo de Participação dos Municípios. A fraude atinge toda a sociedade, porque os recursos que deveriam ser usados em obras, ações sociais, educação e saúde são apropriados de forma fraudulenta por algumas pessoas ligadas às prefeituras "

Foram presos nesta terça-feira, em Teresina, acusados de fraude contra a Receita Federal, os vendedores de livros didáticos Helder Gonçalves de Brito de Sousa; Tatiana Lima Moura, sua mulher; e Anatércia Maria Gonçalves Brito de Sousa, sua irmã; os corretores de automóveis Neyanderson Nunes Soares e Washington Baptista; o desempregado Rômulo de Castro Lima; e os empresários Rodrigo de Melo e Elton Miranda Júnior. A PF está procurando um dos chefes da quadrilha que fugiu antes do cumprimento do mandado de prisão.

O superintendente regional da Receita Federal no Piauí, no Maranhão e no Ceará, Marcellus Alves, afirmou que a Operação Hiena - o nome faz alusão ao único animal que enfrenta o leão, simbolo do fisco - faz parte da Operação Fontana di Trevi (nome da fonte em Roma onde se jogam moedas após manifestar um desejo). A Fontana di Trevi descobriu fraude de R$ 13 milhões contra a Receita praticada por 20 prefeituras do Piauí, Maranhão e Ceará, que usavam certificação digital sob responsabilidade dos prefeitos para incluir na folha de pagamento funcionários públicos municipais com altos salários e sem seu conhecimento. Eles recebiam os valores da restituição do Imposto de Renda.

A PF está investigando o esquema e vai solicitar à Justiça Federal a prisão de prefeitos, secretários de administração, finanças, tesoureiros e responsáveis pelos Departamentos de Recursos Humanos de 20 prefeituras: duas do Piauí, nove do Ceará e nove do Maranhão.

- A Operação Hiena da Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, é um trabalho conjunto porque as duas investigações se interlaçaram. E é importante porque neste momento os contribuintes estão entregando suas declarações de Imposto de Renda. Os presos usavam declarações retificadoras de pessoas físicas falsas e solicitavam a restituição do imposto - disse o superintendente da PF no Piauí, Marcos Antônio Farias.

Segundo ele, os fraudadores passaram a falsificar carteiras de identidade e outros documentos, para inserir falsos funcionários como se fossem contribuintes se passando por servidores públicos de altos salários para ficar com a restituição, sem que os verdadeiros beneficiários soubessem.

- Eles conseguiam praticar fraudes para que o dinheiro da restituição fosse para as contas de laranjas, para que fosse sacado. Nós investigamos e percebemos que não existem funcionários da Receita Federal. A instituição apenas recebia informações falsas - afirmou.

Segundo o delegado José Olegário Nunes, as investigações, iniciadas há um ano e meio, mostraram indícios de que havia saques irregulares de restituições. Em seguida, a quadrilha mudou o modus operandi e começou a fazer declarações retificadoras, falsificações de documentos para que o dinheiro fosse retido na fonte, como se os integrantes do bando fossem funcionários de órgãos públicos.

Em relação às fraudes praticadas pelas prefeituras, o superintendente da Receita Marcellus Alves disse que as investigações estão apurando o envolvimento dos prefeitos com as quadrilhas. Ele disse que os gestores municipais serão responsabilizados porque têm as senhas das certidões digitais das prefeituras.

- A quadrilha utilizava a certidão digital da prefeitura e fazia a declaração de restituição. Em uma das prefeituras piauienses, 80 contribuintes seriam os beneficiados, entre servidores terceirizados e serviços prestados. Nos três estados, a fraude seria de R$ 13 milhões, mas o dinheiro foi bloqueado na fonte, antes que os beneficiários sacassem. 

As prefeituras municipais que forem emitir certidão digital devem ter cuidado ao oferecer suas senhas para quem for fazer a declaração. Já alertamos para que tomem cuidado sobre para quem repassam os documentos utilizados na restituição do imposto. Para as pessoas físicas, elas devem observar bem as deduções feitas em suas declarações - finaliza Marcellus Alves.

A Receita Federal constatou 1.100 declarações de Imposto de Renda de servidores públicos com indícios de fraude. A fraude começa nas certidões de Imposto de Renda Retido na Fonte enviadas pelas prefeituras de Piauí, Maranhão e Ceará.

- As fraudes praticadas pelas prefeituras geram distorções no valor repassado pelo governo federal referente ao Fundo de Participação dos Municípios. A fraude atinge toda a sociedade, porque os recursos que deveriam ser usados em obras, ações sociais, educação e saúde são apropriados de forma fraudulenta por algumas pessoas ligadas às prefeituras - afirmou Alves.

De acordo com a Receita Federal essa quadrilha pode estar associada aos bandos de outros estados. Essa possibilidade será verificada a partir dos depoimentos de envolvidos no esquema no Ceará e Maranhão.

Além dos nove presos, os delegados que atuam na Operação Hiena ouvirão mais cerca de 40 pessoas. Segundo o delegado José Olegário, muitas outras serão indiciadas ao longo da investigação.

Participaram da Operação Hiena 60 agentes da PF e oito auditores da Receita.

Segundo a Receita, um dos principais focos de fraude no IR de pessoas físicas é a utilização de falsas despesas com tratamento de saúde, o que será combatido este ano com o cruzamento entre as informações declaradas pelos contribuintes e as constantes na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde - DMED. 

Leitura recomendavél: A posse do certificado digital é responsábilidade de seu titular.

terça-feira, 22 de março de 2011

Solução libera espaço e garante segurança de documentos médicos com certificação digital

Imagon DOC Saúde oferece inovação tecnológica para hospitais e clínicas

Solução da ATP libera espaço e garante segurança de documentos médicos

Foto Zacarias Martins
Um dos grandes problemas de clínicas e hospitais é a falta de espaço físico para armazenar os prontuários médicos. 

Pensando nisso, a ATP desenvolveu o Imagon DOC Saúde, uma tecnologia que permite digitalizar e armazenar esses documentos. 

Os arquivos digitalizados pelo sistema ficam gravados em estruturas de pastas, o que permite novas inserções, exclusões e atualizações.

A tecnologia do Imagon DOC Saúde da ATP já é utilizada pelo Serviço de Saúde da Polícia Militar do Distrito Federal, onde foram digitalizados e microfilmados cerca de 156 mil prontuários da Policlínica e do Centro Odontológico. 

A ATP realizou todo o trabalho em apenas três meses, digitalizando aproximadamente nove milhões de páginas que ocupavam mais de 100 m2 nas clínicas, eliminando o risco de perda e deterioração desses documentos físicos.

O Imagon DOC Saúde desenvolvido pela ATP segue todos os requisitos previstos na resolução 1.821/07 do CRM, que permite e orienta a digitalização dos documentos hospitalares.

A solução Imagon DOC conta com vários diferenciais. Além de digitalizar os arquivos, o sistema faz a certificação digital e a microfilmagem eletrônica. 

Isso possibilita o atendimento da demanda de hospitais com grande acervo e outros que já têm alguma solução de prontuário eletrônico do paciente (o PEP).

Para garantir a fidedignidade dos documentos digitalizados o Imagon DOC Saúde conta com a tecnologia de certificação digital, na qual os profissionais assinam, digitalmente, várias etapas do processo.

Os principais benefícios do imagon DOC Saúde são o total sigilo nas informações dos prontuários médicos, a otimização de espaço com a transformação dos documentos físicos em digitais, a validade legal integrada do processo (Certificação Digital e Microfilmagem Eletrônica), a agilidade na migração dos documentos, o baixo custo para a execução do processo e o acesso imediato às informações via WEB. Outra facilidade para quem utiliza o sistema Imagon DOC Saúde é a agilidade e segurança na troca de informações entre os centros de saúde.


Receita publica instrução sobre critério de dispensa da Dmed

Diário Oficial da União traz instrução normativa a respeito da dispensação da Declaração de Serviços Médicos de Saúde

A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU), na segunda-feira (21), a instrução normativa Nº1.136, que altera a instrução normativa nº 985, a respeito das regras de dispensa da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed).

De acordo com a publicação, estão isentas de apresentar o Dmed, as pessoas jurídicas ou equiparadas e prestadores de serviço de saúde dos seguintes grupos: inativos , ativos que não tenham prestado o tipo de serviço caracterizado na instrução ou os prestadores de serviço que tenham recebido exclusivamente pagamento de pessoas jurídicas.

O objetivo da Dmed é impedir a dedução de despesas falsas com saúde, considerada uma das fraudes mais comuns nas declarações de imposto de pessoas físicas, segundo a Receita.

Para ler na íntegra as informações do DOU, clique aqui

Fonte:
por Saúde Business Web

segunda-feira, 21 de março de 2011

Advogados podem utilizar seus certificados digitais para envio do IR :: CertDicas

O que é Procuração Eletrônica? CertDicas

Este serviço possibilita ao contribuinte certificado delegar a terceiros a possibilidade de lhe representarem perante a Receita Federal do Brasil, em determinadas atividades ou transações já disponíveis com o uso de certificação digital, mediante o estabelecimento prévio de procuração eletrônica.

O cadastramento eletrônico de procurações a terceiros poderá ser efetuado por pessoa física, através de certificado digital de pessoa física, emitido para o seu número de inscrição no CPF; e por pessoa jurídica, através de certificado digital de pessoa jurídica, emitido para o número de inscrição da empresa no CNPJ, ou de certificado digital de pessoa física, emitido para o número de inscrição no CPF do responsável pela empresa perante a RFB.

Ao utilizar este serviço, o contribuinte certificado, pessoa física ou jurídica, poderá autorizar sua representação por terceiros, mediante emissão prévia de procuração em favor destes (que podem ser prepostos; outros sócios; ou mesmo, os contadores ou escritórios de contabilidade que os representem, e que poderão dessa forma atuar em nome de seus clientes, em todos os serviços disponíveis com uso de certificação digital), consultar as procurações eletrônicas que tenha cadastrado anteriormente, através da exibição de seus dados e respectivo período de vigência, cancelar as que porventura não sejam mais de seu interesse manter, ou seja, não estejam mais válidas, bem como consultar as procurações eletrônicas delegadas por terceiros em seu nome.

Atualmente, a aplicação permite delegar a terceiros a utilização dos seguintes serviços disponíveis no e-cac: 'Cópia de Declaração', 'Comprovante de Arrecadação', 'Retificação de Documento de Arrecadação – Redarf Net', 'Situação Fiscal do Contribuinte', 'Parcelamento de Débitos' e 'Entrega de Declarações com Aposição de Assinatura Digital – via Receitanet'.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Como fazer uma procuração eletrônica? Conheça um dos fornecedores desse serviço neste link.

Como proteger dados pessoais na hora de declarar o IR

Alexandre Atheniense
Especialista explica como evitar a ação de golpistas ao enviar seus dados sigilosos pela internet

Por Julia Wiltgen

São Paulo - Enviar a declaração de Imposto de Renda pela internet já é praxe no Brasil, principalmente agora que a entrega em papel foi abolida. Mas conforme a tecnologia avança, fraudadores também desenvolvem técnicas mais avançadas para roubar dados, senhas e, com isso, aplicar golpes financeiros nos desavisados. Veja a seguir quatro dicas para proteger os dados fornecidos à Receita, de acordo com o advogado Alexandre Atheniense, especialista em direito eletrônico.

1) Recupere o arquivo gravado da declaração de 2010. O programa ReceitaNet permite a importação de dados da declaração passada, para quem a tiver feito. Isso economiza um tempo enorme no preenchimento de dados e evita erros de digitação.

2) Cuidado com links e e-mails solicitando a atualização de dados junto à Receita. A Rece ita Federal não envia e-mails solicitando a atualização de dados cadastrais. Os contribuintes que precisarem fazer alterações, regularizações e consultas cadastrais devem entrar no site da Receita, e utilizar o portal e-CAC, Centro Virtual de Atendimento do órgão, onde os serviços são utilizados apenas pelo contribuinte e seus procuradores. Para utilizar o e-CAC é preciso gerar um código de acesso no próprio site da receita, ou possuir um Certificado Digital no padrão ICP-Brasil.

Segundo Alexandre Atheniense, a Receita Federal já advertiu sobre o golpe dos e-mails falsos e recomenda que eles sejam deletados e jamais abertos. Se acessados, os dados sigilosos da Receita podem ser usados por estelionatários para fraudes, como falsificação de documentos e empréstimos em nome da vítima. Mas o maior risco, de acordo com o advogado, é o envio de vírus que possibilita ao fraudador acessar o computador da vítima remotamente. Com isso, o criminoso busca senhas de banco, dados de car tão de crédito e outros dados sigilosos para aplicar golpes.

3) Se possível, faça uso de um certificado compatível com os padrões de segurança da ICP-Brasil. Para pessoas jurídicas, esses certificados já são obrigatórios, mas pessoas físicas também podem adquiri-los por meio de empresas certificadoras credenciadas. O chamado e-CPF funciona como uma identidade digital para a pessoa física, mas existem vários certificados digitais à venda de acordo com o uso. Eles permitem a troca eletrônica de documentos, mensagens e dados com presunção de validade jurídica.

No caso da Receita Federal, os certificados digitais possibilitam o acesso a uma série de serviços pelo portal e-CAC, além de darem ao seu dono preferência no processamento da declaração e na fila da restituição de imposto, se houver. No site da Receita há uma lista de empresas que comercializam esses certificados. “Nada me tira da cabeça que, em breve, os certificados serão exigidos das pessoas físicas assim como a contece com as pessoas jurídicas”, acredita Alexandre Atheniense.

4) Evite fazer a transmissão da declaração a partir de computadores de uso comum, como aqueles localizados em lan houses e cybercafés. Os dados da declaração que podem ser gravados ao final da transmissão podem ser esquecidos no computador, facilitando o acesso de terceiros às informações sigilosas do contribuinte junto à Receita.
Fonte : Exame

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como lidar com as obrigatoriedades fiscais?

Software como Serviço (SaaS) é a saída para os desafios corporativos com as novas exigências do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped)

Por Edileuza Soares, da Computerworld

 

No que depender do governo federal, o Brasil entrará em 2011 na era fiscal digital. 

O ano começa com novas exigências para ampliação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), estrada que está sendo construída no País para modernizar a forma de cumprimento das obrigações acessórias, substituindo toda a documentação fiscal em papel pelo formato eletrônico. Com esse objetivo, foram estabelecidas novas obrigatoriedades. Na área de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), entra em vigor a segunda geração desse modelo, que promete maior integração com as outras bases de dados e vai cobrar das empresas uma melhor gestão das informações fiscais.

Além da segunda geração das notas fiscais, o governo inicia a entrega em formato digital das informações de Pis-Cofins, uma nova fase do Sped. O primeiro grupo para atender à exigência, em 2011, abriga as companhias tributadas pelo lucro real. No início de 2012, a regra passa a valer para todos os contribuintes.

Neste especial, a Computerworld elenca os principais desafios que as empresas enfrentarão com os novos requisitos e obrigatoriedades do Sped. E mostra que, passadas as fases de implementação, é necessário elaborar estratégias para tirar vantagem das informações geradas.

Depois de massificar o uso da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), tendo obrigado praticamente todos os segmentos da economia brasileira a adotarem esse formato em substituição à documentação em papel, o fisco preparou novas regras para 2011. Vem aí a NF-e de Segunda Geração (2G), indispensável ao aprimoramento da gestão dos sistemas fiscais.

“Vamos entrar em 2011 na era fiscal digital com o lançamento da NF-e de Segunda Geração, mais aperfeiçoada e orientada a eventos”, informa o coordenador técnico do Programa Nacional da NF-e, Álvaro Antônio da Silva Bahia. Segundo ele, a fase de correria das empresas em busca de soluções, preocupadas em apenas atender à norma, já passou. Agora, o foco será a melhoria dos sistemas de emissão dos arquivos e gerenciamento dos dados, que devem ser armazenados corretamente pelo prazo exigido pela legislação brasileira, que é de cinco anos e mais o exercício corrente.

O primeiro ciclo da NF-e foi concluído em dezembro do ano passado, quando quase todas as empresas, que operam legalmente no mercado, conseguiram se enquadrar nas novas regras. De acordo com as estimativas de Bahia, que também é coordenador técnico do Encontro Nacional de Coordenadores Tributários Estaduais (Encat), 95% das companhias alcançaram o cronograma de obrigatoriedade em 2010.

Pelas estatísticas do Portal da Nota Fiscal Eletrônica, havia no início deste mês de fevereiro mais de 480 mil empresas de todos os portes, emitindo a NF-e. O total de notas autorizadas pelas Secretarias Estaduais de Fazenda (Sefaz) ultrapassa 2 bilhões. 

Histórico

A NF-e começou a ser exigida ao primeiro grupo de contribuintes de pessoa jurídica em 01/04/2008. Entre os segmentos da economia mapeados pelo fisco federal para aderir ao formato eletrônico, restaram para 2011 apenas os órgãos públicos, as empresas de telecom, as gráficas e as editoras de jornais, revistas e livros. Essas empresas deveriam ter substituído as notas fiscais em papel pelo modelo digital em 2010, mas tiveram as datas prorrogadas para este ano.

Diferente do que acontece no Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), a emissão da NF-e é exigida por empresas grandes e pequenas, independentemente do seu faturamento. A regra é válida para a cadeia inteira dos segmentos de mercado. Por envolver todos os contribuintes, a exigência mudou a rotina das companhias, principalmente as menores, que não usam sistemas de gestão empresarial (ERP), nem mesmo contam com departamentos de TI para orientá-las nos projetos.

“Percebemos que na fase inicial, as empresas estiveram mais preocupadas em preparar seus sistemas para atender à obrigatoriedade e não colheram os benefícios da NF-e”, avalia Bahia. A 2G, que começa neste ano exige que as companhias fiquem mais atentas ao uso de suas ferramentas de gestão fiscal.

Nova fase

 A segunda fase terá início em abril próximo, quando todas as organizações precisam migrar para a versão 2.0 do software emissor de NF-e, que envia os arquivos para validação pela Secretaria de Fazenda Estadual (Sefaz). Até o dia 01/04, todos devem estar com o programa instalado para gerar os documentos em novo formulário. 

A versão antiga (1.10) sairá do ar em 31/03. Os contribuintes que usam aplicativos próprios ou soluções de mercado devem se antecipar e não deixar a mudança para a última hora. O coordenador técnico do programa nacional da NF-e avisa que não haverá mais prorrogação da data, que inicialmente era 01/10/10 e foi transferida para este ano.

A NF-e 2.0 traz novo layout para facilitar o preenchimento dos dados e aumenta a qualidade das informações. Houve a inclusão de arquivos XML e de novas regras para disciplinar o ambiente de autorização da Sefaz e validação. As novas funcionalidades prometem reduzir o tempo de resposta do fisco. Os que utilizam o programa emissor gratuito do fisco já podem usar a versão atualizada, que está no ar há dois meses.

O software grátis do governo é mais voltado para as pequenas e médias empresas, que não têm condições de contratar uma solução de mercado. O aplicativo é indicado para emissão de pequenos volumes, com capacidade para gerar entre 400 a 500 NF-e por dia. A solução não oferece serviço de armazenamento dos arquivos, deixando essa responsabilidade para o contribuinte. 

Cronograma para 2011

A NF-e de 2G contempla também outras novidades previstas para o segundo semestre de 2011. Essa nova fase adotará um modelo de informações estruturado, que permitirá o acompanhamento de todo o ciclo de vida do documento fiscal.

O ponto de partida para a implementação dessa infraestrutura é a incorporação da Carta de Correção Eletrônica (CCE), com testes previstos para junho e a entrada em operação no mês de julho. Além de permitir que as empresas corrijam erros da NF-e com mais facilidade e rapidez, Bahia afirma que a CCE passará a ser anexada aos documentos fiscais.

Essa base de informações será útil, principalmente, em casos de mercadorias roubadas, que terão suas NF-e com CCE e anexado o boletim de ocorrência registrado na delegacia de polícia. O controle impedirá que as empresas comprem produtos irregulares. A CEE vai se integrar com Conhecimento de Transporte (CT-e), que deverá se tornar obrigatório neste ano para documentar a prestação de serviço de transporte de cargas realizadas no Brasil pelos meios rodoviário, aéreo, ferroviário e outros.
Faz parte do projeto da NF-e de 2G o lançamento, no segundo semestre, do

Cadastro Nacional de Emissores, com informações de todas as companhias que estão gerando o documento eletrônico, bem como a data em que foram enquadradas na obrigatoriedade. Essa base de dados ficará disponível para consulta.

Na agenda de 2011, estão ajustes na Sefaz Virtual de Contingência, para oferecer 100% de disponibilidade, quando o contribuinte for transferido para esse ambiente. Geralmente, a empresa é direcionada para esse serviço, quando não consegue emitir da NF-e pelo sistema convencional da Sefaz e precisa do documento fiscal com urgência para não impedir o seu processo de negócios.

Para 2012, a NF-e de 2G permitirá o cancelamento mais rápido das notas. Hoje, o prazo é de sete dias. O novo formato vai encurtar esse tempo para 24 horas. Somente poderão ser anuladas NF-e autorizadas pelo Fisco e que as mercadorias ainda não saíram. 

Dificuldade das empresas 

A nova estrutura para a NF-e de 2G, com maior integração entre as bases de dados, aumenta os desafios das empresas que precisam ficar mais atentas ao gerenciamento e à qualidade das informações transmitidas ao Fisco.

Marco Zanini, presidente da NFe do Brasil, que provê soluções fiscais pelo modelo de software como serviço (SaaS), constata que a inteligência fiscal está madura no País e chama a atenção das companhias para os erros de informação, que podem gerar multas. Ele acredita que passada a primeira fase de obrigatoriedade, o Fisco vai intensificar as fiscalizações.

O executivo observa que muitas pequenas e médias desconhecem a legislação e acham que basta mandar os arquivos para o Fisco para estar em conformidade com as regras da NF-e. Elas não se preocuparam com o armazenamento dos dados, que precisam ser guardados por seis anos. Zanini diz que inúmeras ficaram vulneráveis a riscos fiscais e podem ser penalizadas com multas.

Outras organizações até têm os dados armazenados, mas sem nenhum controle. “Os arquivos estão guardados em várias máquinas. Alguns vão ter dificuldade para buscar as informações das NF-e, emitidas em caso de uma fiscalização”, diz o diretor geral da Invoiceware, Alberto Freitas, outra companhia especializada em soluções fiscais por SaaS.

Freitas constatou situações mais críticas em que funcionários carregam os arquivos das NF-e em pendrives no bolso. Com a entrada na 2G, o executivo acredita que as organizações ficarão mais atentas.

Para o diretor da Central de Custódia de Documentos Eletrônicos (CCDE), Flávio Richieri, mesmo grandes corporações ainda têm dúvidas sobre as normas da NF-e. O executivo cita que algumas acham que o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) substitui a NF-e e deixam de cobrar os arquivos eletrônicos para fazer a conferência antecipada e o armazenamento. 

Desafios para entrar na nova era fiscal

As companhias precisam fazer várias mudanças internamente para avançar para a NF-e de 2G, com adaptações não apenas da área TI, mas em outros departamentos, como fiscal, comercial, cobrança e logística. Veja a seguir os desafios que terão de ser vencidos em 2011. O coordenador do programa nacional da NF-e, Álvaro Antônio da Silva Bahia, considera que as exigências trazem oportunidades para os negócios. 

Fiscal: As informações prestadas pela NF-e, declarações complementares e Escrita Fiscal Digital devem ser precisas e consistentes. O fisco tem mecanismos para cruzar eletronicamente todas as operações de entradas e vendas da empresa. É possível validar todas as transações e o efetivo cumprimento das obrigações previstas na extensa legislação nacional, além de cada unidade federada. O técnico considera que a automação da recepção e a escrituração das NF-e recebidas são ainda mais benéficas para a redução de custos e melhora da qualidade das informações prestadas ao fisco. 

Comercial: É fundamental o perfeito saneamento do cadastro de clientes e fornecedores.  Aquisições de mercadorias sem a validação da autenticidade do arquivo XML NF-e, via webservice ou pelo programa visualizador/validador gratuito do governo, pode causar sérios problemas, uma vez que a empresa pode receber produtos acompanhados de NF-e falsas. Atenção especial também deve ser dada às NF-e de fornecedores, emitidas em contingência sem o posterior envio do arquivo XML para o fisco no prazo de até 30 dias, após a data de processamento do documento. Depois desse prazo, o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), mesmo emitido em Formulário de Segurança, torna-se inválido se estiver associado a uma NF-e constante na base de dados do fisco, conforme previsto na legislação. 

Logística:A inclusão dos campos “número do pedido” e “número do item do pedido” na versão 2.0 do arquivo XML da NF-e permitirá às empresas muitos ganhos nos seus processos de recebimento de mercadorias e logística, segundo Bahia. As companhias devem procurar, o quanto antes, seus fornecedores e clientes para discutir o alinhamento do processo já existente ou iniciar a discussão de um modelo de integração B2B. 

Cobrança: Os usuários da NF-e têm à disposição um webservice para validação online da situação cadastral dos seus clientes na Sefaz (habilitação da Inscrição Estadual). O serviço que funciona interligado ao uso do número da duplicata no arquivo XML da NF-e permitirá uma melhor integração da área de cobrança da empresas com instituições financeiras, abrindo novas oportunidades de relacionamentos e negócios. 

Mash processa NF-e por meio do SaaS 

Uma alternativa que tem sido buscada pelas pequenas e médias empresas (PMES) para processar a NF-e é a de software como serviço (SaaS). Esse foi o caminho trilhado pela Mash, uma das marcas mais conhecidas de moda masculina para ficar em dia com o fisco.

Apesar de ter um departamento de TI, a confecção tomou a decisão de buscar
um provedor no mercado para cuidar da NF-e, e então não se preocupar com o armazenamento dos dados. O gerente de tecnologia da Mash, José de Moraes Carvalho Neto, explica que a empresa fez uma análise de custos e constatou que não justificaria investir em servidor para rodar essa aplicação dentro de casa.“Teríamos de montar uma estrutura para manter essa aplicação estável. Era preciso também fazer backup dos arquivos que necessitam ser guardados de acordo com a legislação brasileira. Não é meu core business”, diz o executivo. Hoje, a Mash faz cópias de no máximo duas semanas de seus bancos de dados e a NF-e iria exigir armazenamento por muitos anos.

Diante desse cenário, a Mash foi buscar no mercado um parceiro de SaaS, mas queria um provedor que desse a opção de a empresa manter sua certificação digital hospedada em casa. “Não é seguro deixar a certificação digital nas mãos de terceiros. É como entregar uma carta em branco assinada”, considera Carvalho Neto, que contratou a Invoiceware para emitir a NF-e já na versão 2.0, que terá de ser adotada por todas as companhias a partir de 01/04.

A Mash começou o projeto em 01/10, quando as organizações do seu segmento entraram na obrigatoriedade. Até então, a empresa emitia as notas em papel. Hoje, ela processa cerca de 3,5 mil NF-e por mês, referentes à venda de seus produtos para clientes atacadistas, grandes magazines e franquias da marca.

Com a mudança, Carvalho Neto avalia que a Mash teve um ganho de produtividade de 40%. Além disso, o executivo diz que a confecção não precisará mais de espaço físico para guardar os documentos em papel e também contratar mais faturista. No processo antigo, seriam necessárias mais duas pessoas para emitir as notas. Hoje, uma funcionária consegue gerenciar o trabalho. 

Calendário do Sped e NF-e para 2011

01/03: Empresas de telefonia, TV a cabo e provedores de internet terão de emitir a NF-e; 

01/04: Todos que emitem a NF-e precisam migrar para a versão 2.0; Exigência da NF-e nas vendas para órgãos públicos e nas operações internas praticadas pelos Estados do AC, AL, BA, CE, ES, GO, MS, MG, PB, PE, PI, RN, RO, SC, SE, TO e DF. 

01/07: As demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real; Exigência da NF-e para empresas que atuam na área de edição de jornais, revistas e livros;Carta de Correção Eletrônica. 

Novidades para o segundo semestre
• Nota Fiscal de 2a geração
• Cadastro Nacional Emissor
• Obrigatoriedade do Conhecimento de Transporte
• Entrada em operação da Sefaz Virtual de Contingência

Fonte: Computerworld

quarta-feira, 16 de março de 2011

OAB-RJ inicia nova etapa da Caravana da Inclusão Digital

Rio de Janeiro, 15/03/2011 - O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, dará início este mês à segunda etapa da Caravana da Inclusão Digital, por meio da qual oferecerá 1.200 vagas para que advogados participem do Curso de Capacitação em Processo Eletrônico e Certificação Digital. 

O programa é gratuito e visa preparar a classe para atuar no processo judicial eletrônico. Nesta nova edição serão beneficiados os profissionais da advocacia ligados às Subseções da OAB da Barra da Tijuca, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Campo Grande, São João de Meriti, Madureira, Niterói, Petrópolis, Macaé, Santo Antonio de Pádua, Volta Redonda e Paraty.

Na primeira edição do programa, realizada em 2010, o curso de capacitação em Processo Eletrônico beneficiou 1.500 advogados. 

A Caravana da Inclusão Digital já percorreu diversas regiões, realizando cursos nas subseções de Volta Redonda, Araruama, Itaperuna, Nova Iguaçu, Friburgo, Campo Grande, São Gonçalo, Niterói e Capital

 Fonte:Ordem dos Advogados do Brasil - Conselho Federal

terça-feira, 15 de março de 2011

O documento assinado eletronicamente é reconhecido da mesma forma que um documento assinado de forma manuscrita?

De acordo com o art. 10, da MP n° 2.200-2, os documentos eletrônicos assinados digitalmente com o uso de certificados emitidos no âmbito da ICP-Brasil têm a mesma validade jurídica que os documentos escritos com assinaturas manuscritas. 

Importante frisar que os documentos eletrônicos assinados digitalmente por meio de certificados emitidos fora do âmbito da ICP-Brasil também têm validade jurídica, mas esta dependerá da aceitação de ambas as partes, emitente e destinatário, conforme determina a redação do § 2º do art. 10 da MP n° 2.200-2 conforme transcrito abaixo:
Art. 10º § 2º O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica, inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.

Fonte: ITI

Certificação digital legitima votações em condomínio pela internet

A assembleia virtual ajuda a incluir nas decisões do prédio os moradores que não costumam comparecer à reunião presencial. 

Para avançar e permitir votação pela internet, porém, ela esbarra na dificuldade de legitimar o voto on-line.Isso só pode ser feito com um sistema de certificação digital.

Caso contrário, o morador deve ir à assembleia presencial ou votar por procuração com firma reconhecida em cartório. O sistema também pode disponibilizar procuração on-line ao morador.

O serviço de certificação digital garante a veracidade da assinatura', explica Alan Guerra, diretor da Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil).

Essa certificação é a identificação do usuário na internet. Com ela, o condômino pode assinar documentos eletrônicos e seu voto tem validade jurídica. Assim, não precisa emitir procurações.

'As opções de voto remoto devem estar no estatuto do condomínio. O uso da procuração ou da certificação digital deve ser registrado', completa Marcio Mesquita, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil.

USO RESTRITO

Na Serasa Experian, que comercializa o sistema, o pacote para pessoa física mais simples custa R$ 165 por ano (R$ 13,75 por mês) e permite o voto em assembleia virtual.

Entretanto, segundo Igor Ramos Rocha, presidente de negócios de identidade digital da empresa, o produto nunca foi adquirido por condomínios. A implantação ainda é restrita a assembleias de acionistas de empresas.

Com a evolução tecnológica, espero que cada um tenha sua própria certificação para uso em condomínios e declaração do Imposto de Renda', afirma.

Já o advogado Daphnis Citti de Lauro, especialista no setor imobiliário, acredita que o uso de tecnologia na gestão de condomínios é inevitável e gera diferencial.

Entretanto, ele pondera que a tendência de implantação da assembleia virtual ainda é precoce. 'Esse tipo de reunião exige formalidade. Além disso, nem todos têm acesso à internet.'

No Condomínio Totalitá, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), o síndico Gilberto Daniel de Souza, 60, optou por criar um site apenas para divulgar as notícias do prédio.

'Não implantei a assembleia virtual. Prefiro divulgar assuntos importantes pelo site, por e-mail e até mesmo nos elevadores', diz.

Fonte: Folha.com - 06/03/2011:

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nota Fiscal online terá nova versão a partir de abril

A partir de 1º de abril, estabelecimentos que emitem a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), serão obrigados a adotar a versão 2.0.  

 

Os contribuintes credenciados devem atualizar o software emissor até 31 de março porque a partir desta data os documentos fiscais eletrônicos emitidos na versão anterior (1.10) não serão mais aceitos. As empresas que não adaptarem seus sistemas poderão ter interrupções de faturamento.


Na versão 2.0 da NF-e foram implementadas novas validações e criados novos campos para preenchimento que estão detalhadas no Manual de Integração Contribuinte Versão 4.0.1- NT2009.006.  A Fazenda estadual recomenda que os contribuintes obrigados à emissão da NF-e efetuem testes na versão 2.0 e não deixem para a atualização para o último momento.

O download da versão 2.0 é gratuito para os contribuintes que utilizam o programa emissor disponibilizado pela Secretaria da Fazenda. As instruções de instalação estão disponíveis no endereço http://www.emissornfe.fazenda.sp.gov.br.


Sobre a Nota - O projeto Nota Fiscal Eletrônica é coordenado pelo Encat (Encontro Nacional dos Administradores e Coordenadores Tributários Estaduais) e vem sendo implantado pelas Secretarias da Fazenda de todos estados brasileiros. 

A NF-e é um documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços ocorrida entre as partes.

Além das vantagens que traz para a sociedade, como redução de custos com a aquisição de papel, estoque e armazenagem, planejamento de logística para o recebimento das mercadorias e redução de erros com redigitação, a NF-e moderniza a fiscalização sobre os estabelecimentos. 

O sistema permite ao Fisco um controle eletrônico e em tempo real, dificulta a sonegação e contribui para o incremento da arrecadação do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

O procedimento para emissão da NF-e exige dos estabelecimentos acesso à internet, certificação digital - assinatura digital que pode ser adquirida junto a Autoridades Certificadoras credenciadas no ITI (Instituto de Tecnologia da Informação) - e um sistema de gerenciamento de emissão de documento fiscal em formato eletrônico. 

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo oferece em seu site (www.fazenda.sp.gov.br) um sistema de gerenciamento gratuito, que já é utilizado por cerca de 55% dos estabelecimentos emissores de NF-e no Estado de São Paulo.

Fonte: Diário do Grande ABC