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O objetivo desse Blog é apresentar essa fantástica e importante tecnologia, de forma simples, para que pessoas que não dominam aspectos técnicos também possam acompanhar a evolução da adoção da Certificação Digital e o universo que gira ao seu redor:

Certificado Digital para Assinatura e Sigilo, Certificado de Atributo, Carimbo do Tempo, Documentos Eletrônicos, Processos Eletrônicos, Nota Fical Eletrônica, TV Digital, Smart Card, Token, Assinador de Documento, Gerenciador de Identidades etc..

Este Blog publica matérias e artigos extraídos da mídia que expressam a opinião dos respectivos autores e artigos escritos por mim que expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Novo modelo de perícia do INSS médica utilizará certificação digital

Proposta tem como objetivo definir novo padrão de garantia de direitos sem a necessidade de realizar perícias em todos os novos requerimentos de auxílio-doença previdenciário

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analisa um novo modelo para a concessão do auxílio-doença. 
A proposta, tida como nova forma de gerenciar os benefícios por incapacidade, tem como uma de suas principais inovações a exigência do certificado digital –ferramenta que garante transações eletrônicas seguras, íntegras, ágeis e com validade jurídica – para a reconhecimento do atestado médico.

O modelo em análise pelo instituto tem como objetivo definir novo padrão de garantia de direitos sem a necessidade de realizar perícias em todos os novos requerimentos de auxílio-doença previdenciário de determinados grupos de segurados.

Segundo o presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, trata-se de uma mudança de prioridades e do direcionamento da força de trabalho para outras atividades. “Foi o olhar voltado para a qualificação dos serviços e para a melhoria da eficiência na gestão dos recursos humanos e financeiros do Instituto que nos fez repensar a forma de gerenciar os benefícios por incapacidade. 
A proposta é otimizar os esforços e o tempo com outras atividades, como as de natureza preventiva e reabilitadora, sempre voltadas à garantia do direito e à qualidade do atendimento que prestamos aos trabalhadores, segurados da Previdência Social”, diz.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os conselhos regionais (CRMs) estão se preparando para incorporar essas novas tecnologias. O coordenador da Câmara Técnica sobre Medicina do Trabalho do Conselho Federal de Medicina (CFM), conselheiro Mauro Asato, acredita que a emissão de atestados e relatórios médicos de forma eletrônica com a certificação digital – e com nível de segurança –, corrobora com o objetivo do INSS. “Diminuição das filas nas agência de previdência social, maior agilidade na concessão de beneficio para o segurado, menor número de atestados falsos e melhor análise por parte do médico perito previdenciário para a manutenção concessão ou prorrogação do benefício seriam alguns dos benefícios”, avalia.

Asato ressalta, no entanto, que é importante que haja infraestrutura nas unidades de saúde que prestam o atendimento aos pacientes (informática e internet), além da segurança dessas informações para impedir as fraudes e rompimento do sigilo.

Modelo – Diversos foram os motivos encontrados para justificar a mudança. Entre eles, destacam-se a insatisfação por parte do segurado com o modelo atual de concessão de benefícios por incapacidade, a reincidência da violência contra os servidores da área de perícia médica e o elevado número de perícias iniciais com período de afastamento de até 120 dias.

O INSS idealizou um modelo no qual, entre outros pontos, os afastamentos se dariam sem a avaliação tradicional. “Assim, quando o segurado apresentar uma doença em que necessite de repouso e afastamento das suas atividades, se ele tiver a prescrição atestada pelo seu médico, poderá solicitar o benefício pelos canais de atendimento da Previdência Social 135 e internet e terá o seu reconhecimento de direito de forma mais ágil e segura”, explica a diretora de Saúde do Trabalhador do INSS, Filomena Bastos Gomes.

A ideia é que o atestado médico seja emitido eletronicamente por todos os médicos com CRM por meio da internet no site da Previdência Social. Nesse sentido, a diretora enfatiza a importância de os médicos obterem a certificação digital para a emissão do atestado médico na internet. “Com este procedimento, o INSS está valorizando o atestado como documento de fé pública. A única exigência é que o médico faça a emissão de forma eletrônica e com certificação digital, para mais segurança do profissional, do segurado e da própria Instituição”, ressalta. De acordo com Filomena, estão previstos projetos piloto do novo modelo para o início de 2012. Para tanto, é indispensável que a classe médica busque a certificação digital para emitir os atestados.

Iniciativa do CFM – O CFM está trabalhando para a viabilização da distribuição de carteiras com a certificação digital para médicos, que pode ocorrer ainda este ano. O presidente da entidade, Roberto Luiz d’Avila, é um entusiasta da ideia, que trará grandes benefícios a profissionais e pacientes: “Não há volta neste caminho. Nosso objetivo é garantir ao médico a melhor solução para que possa usar essa ferramenta com facilidade, oferecendo ao seu paciente a devida segurança”.

O 1º secretário do CFM, Desiré Callegari, responsável pelo Setor de Tecnologia da Informação da entidade, também está confiante no êxito da iniciativa. “A medicina não pode perder o passo da história. As novas tecnologias exigem dos profissionais a perfeita adequação às novas ferramentas”, lembrou.

Além dos ganhos para a assistência, o conselheiro estima que, com a implementação efetiva da certificação digital, crescerá a oferta de serviços online e a distância pelos CRMs para seus inscritos. Com a assinatura eletrônica, por exemplo, seria possível solicitar e emitir atestados, certidões ou acompanhar o andamento de processos sem sair de casa ou do consultório.

Histórico – Para entender por que o INSS apresentou ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) um novo modelo para a concessão do auxílio-doença previdenciário, basta analisar alguns números. Atualmente, mais da metade dos requerimentos mensais do INSS são para benefícios por incapacidade, elevando a carga de perícias médicas iniciais a um volume de mais de 300 mil atendimentos/mês.

Essa demanda de trabalho exige dos peritos médicos quase que dedicação integral, obrigando-os a deixar em segundo plano uma série de outros serviços. Para se ter uma ideia, a revisão das aposentadorias por invalidez, que deveria acontecer a cada dois anos, representa hoje um montante de 2,7 milhões de processos aguardando essa ação. Outros 580 mil benefícios por incapacidade concedidos judicialmente também precisam ser revisados.

No modelo atual, para os afastamentos acima de 15 dias dos segurados empregados, qualquer requerimento depende de realização de perícia médica (Inicial, Pedido de Prorrogação e Pedido de Reconsideração). Já no novo modelo, a ideia é que, nesse caso, o médico assistente do segurado – SUS/Particular emita atestado médico com o período de repouso necessário para recuperação da saúde. Se o período for inferior a 60 dias e se enquadrar em outras regras pré-determinadas, o reconhecimento será automático. Após esse prazo, será realizada a perícia médica.Outra diferença é que o modelo atual se aplica a todos os segurados, enquanto que a nova proposta visa a abranger os requerimentos de benefícios de Auxílio-Doença Previdenciário para segurados obrigatórios – empregado, contribuinte individual, avulso, doméstico e segurado especial – que estejam em atividade nos últimos 24 meses antes do requerimento do benefício.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Prontuário eletrônico: Se não fizer o dever de casa, não ganha mesada.


O mercado de saúde suplementar esconde algumas peculiaridades que às vezes parecem travessuras. 

Por Doutor Sandro Scárdua

No mesmo momento em que simultaneamente ocorrem discussões de alto nível entre os seus “players” (que mania que nós temos de querer usar expressões de impacto!!!), todas tentando de alguma forma trazer alguma contribuição para esse intrincado jogo, alguém às vezes nos faz recordar o quão incoerente somos em cuidar para que a casca fique bonita, quando o recheio está azedo.

Essa é a situação em que se encontra a forma como os hospitais tratam de seus prontuários. Tantas vezes já foi falado sobre a importância da existência de prontuários preenchidos de forma adequada que chega a ser cansativo. Porém os avanços são tão tímidos no caminho da conformidade, que sempre valerá a pena ser lembrado.

O prontuário do paciente é o principal documento dentro da organização de saúde, notadamente a hospitalar. Ponto. Entretanto, salvo honrosas exceções, é freqüentemente relevado a um segundo plano. E por que isso ocorre?

Nossa cultura de “dar um jeito nas coisas” é muito forte. Com relação à classe médica, a minha classe, mais ainda. Somos corporativos e temos a tendência de transferir responsabilidades nossas para outros profissionais (quantas vezes as enfermeiras que trabalham conosco não preenchem documentos, dão orientações a pacientes, praticam atos que deveriam ser de nossa alçada?). Somos acomodados e tornamos quem está ao nosso redor acomodado também. Somos contagiantes no sentido de convencer a todos de que podemos fazer diferente, mas nunca o fazemos. Os setores de auditoria, tanto interna quanto externa, nem sempre tem a atitude ideal perante isso, pois implica em ser antipático, chato e mal visto. Diretorias hospitalares não gostam de auditores, principalmente os externos. Ainda mais se eles ficam “pegando no pé” com coisas tão desimportantes, né? Daí a pressionar quem quer que seja a trocar o profissional por outro mais tolerante é um pulo. Alguém já viu esse filme?

Os pacientes e seus familiares, em função de uma assimetria de informação engessada, também quase nunca sabem a diferença entre um prontuário adequado e outro não adequado. Muito menos imaginar que um desfecho ruim de seu ente querido pode ter alguma relação com isso. A justiça comum, portanto, em geral não tem alcance nessa questão.

Os tribunais éticos também só funcionam sob demanda. E são pequenas, pois ninguém quer se expor. Os próprios gerentes ou diretores médicos parecem não se importar muito com o fato, pois não se encontram com freqüência iniciativas moralizantes para com os prontuários dos pacientes.

As fontes pagadoras, essas sim podem a qualquer momento ampliarem sua atuação, passando a não remunerar mais contas hospitalares que contenham prontuários incompletos, rasurados, carecendo de objetividade e, principalmente, sem justificativa para a permanência do paciente no ambiente hospitalar. 

Podem mas não o fazem. E não o fazem porque seria uma sangria adicional bastante antipática nesse momento de crise. E, estrategicamente, o impacto para quem está pagando em geral não se compara a outros itens da conta que têm peso muito maior, e para onde são direcionadas todas as atenções (principalmente OPME). As auditorias são orientadas a isso.

Vamos então vivendo e vendo as transformações físicas e funcionais maravilhosas, tais como incorporações tecnológicas, padrão de hotelaria e “hostess” (olha nós de novo!) cada vez melhores, certificações pela qualidade, etc. Prontuário que é bom, nada.

 Aliás, mais recentemente os gestores têm investido na aquisição de sistemas de prontuário eletrônico. Essa ferramenta veio para revolucionar o dia a dia das organizações de saúde. Com relação ao prontuário, questões como a legibilidade e o armazenamento da informação são conquistas incontestáveis. Mas, em alguns hospitais, infelizmente tem servido para repetir os mesmos erros, e às vezes acrescidos de outros, tais como o uso excessivo do Control+C/Control+V. O problema não é a ferramenta. O problema é o que vai ser introduzido nela. Saber os princípios elementares da boa prescrição é uma questão de aprendizado na graduação, e que pode ser deturpado tanto no meio físico quanto eletrônico.

Vou dar uma dica aos gerentes médicos: tomem cuidado. Do jeito que a coisa anda, de nada vai adiantar ser um gigante dentro de uma perspectiva, e uma formiga em outra. Organização plenamente ajustada não se esquece de fazer seu dever de casa direito, para só assim poder fazer jus a uma posição de respeito e confiança.

Senão fica sem mesada.

Fonte: Saude Bussiness Web
Sandro Scárdua é formado em Medicina pela UERJ; mestre em Medicina Interna pela FIOCRUZ; especialista em Clínica Médica pela SBCM, em Medicina Intensiva pela AMIB e em Administração de Serviços de Saúde pela Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Coordenador da Clínica Médica do Hospital Unimed lauro de Freitas (BA); coordenador Médico da Unidade de Terapia Intensiva INSBOT; membro do Comitê Gestor da Rede de Inovação e Aprendizagem em Gestão Hospitalar (Rede InovarH – BA) e sócio gerente da Sá Scárdua Consultoria em Saúde

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cremesp - Projeto-piloto demonstra otimização de tempo e redução de gastos


Fórum sobre Prontuário Eletrônico: CFM quer implantar piloto de certificação digital ainda este ano

Foto: Osmar Bustos

Entender os conceitos do prontuário eletrônico, por parte dos profissionais de medicina, é o principal desafio do projeto-piloto para a implantação da certificação digital. Esta foi uma das questões abordadas pelos participantes durante o segundo e último dia do simpósio que o CFM realizou, neste 4 de maio, na subsede do Cremesp na Vila Mariana, sobre o tema.

O gerente médico do Hospital Samaritano, Enéas José Faleiros, observou que o processo de implantação de certificação digital naquela instituição está sendo feito em fases: “já temos 1.700 certificados emitidos e investimos diretamente R$ 325.000,00 no projeto-piloto.” E garante: “tivemos 100% de adesão dos profissionais envolvidos e os próprios médicos foram treinados para operarem o sistema.” Para Faleiros, o hospital – mesmo custeando o projeto integralmente – já está economizando com a redução do uso do papel.


Kaio Jia Bin, diretor de TI do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), explicou que o projeto-piloto foi iniciado no setor de UTI, por ser um ambiente controlado. “Após um ano de avaliação na Unidade, a assinatura digital foi adotada nos ambulatórios, já com melhor aceitação por parte dos médicos”, relatou.


Para o cirurgião geral José Ricardo Guimarães, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a instituição agiu de forma diferenciada, estimulando o uso do certificado digital em todas as dependências do hospital. Segundo Guimarães, “a implantação do projeto foi feita no dia 15 de abril de 2009, Em apenas 10 dias 71 médicos já possuíam o certificado e 2.500 páginas impressas já haviam sido economizadas, comprovando o sucesso da iniciativa.”

Durante a exposição do último painel do evento, sobre Perspectivas e avanços no Prontuário Eletrônico e Registro Eletrônico em Saúde, o primeiro vice-presidente do CFM, Carlos Vital, lembrou que a Resolução nº 1821, de 11/07/2007 estabeleceu as regras para implementação de prontuários eletrônicos e criou um selo de qualidade para validar esses sistemas pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis). Atualmente, existem no país seis sistemas certificados pela Sociedade.
 

De acordo com Vital, a validação pela Sbis é fundamental para que os dados dos pacientes sejam incluídos em ambientes virtuais. Para ele, esse cuidado é importante tanto para a segurança do médico como do paciente. Vital alertou que os sistemas que já operam, mas não são validados pela Sbis, devem procurar fazê-lo.  

No encerramento do simpósio, d'Avila, ponderou que é importante subsidiar as instituições que não seguem essas instruções para que seja possível progredir nesse processo. “Este é um momento histórico importantíssimo para o futuro, que deverá colocar em prática um serviço de excelência para toda a sociedade", finalizou.  


Fonte: CERMESP

sábado, 30 de outubro de 2010

CFM discute certificação digital

Câmara Técnica de Informática discute certificação digital


Membros da Câmara Técnica de Informática em Saúde do Conselho Federal de Medicina (CFM) deram prosseguimento, nesta quinta-feira (28), às discussões sobre certificação digital do médico. O CFM quer oferecer aos profissionais uma nova carteira de identidade em policarbonato (um plástico resistente).

Essa nova carteira terá um chip que permitirá a chamada certificação digital. A entidade está finalizando agora os estudos sobre a melhor maneira, do ponto de vista técnico e financeiro, de viabilizar a certificação digital para os médicos, junto a Casa da Moeda.

Participam dos trabalhos representantes do CFM (os conselheiros Roberto Luiz d’Avila, Gerson Zafalon Martins, Desiré Callegari e o chefe do Setor de Tecnologia da Informação Goethe Ramos de Oliveira) e de entidades como a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Casa da Moeda, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Agência Nacional de Saúde Suplementar e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

O que é certificação digital - Com a nova carteira digital, os mais de 350 mil médicos brasileiros poderão se identificar digitalmente e de forma segura para a prática diária de sua atividade. O certificado é um documento eletrônico que assegura a integridade das informações e a autoria das transações feitas nos meios virtuais, como a rede mundial de computadores.

Fonte: Câmara Técnica de Informática discute certificação digital

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O PEP, a Certificação Digital e o Brasil

O PEP, a Certificação Digital e o Brasil
Dr. Leonardo Diamante

Os EUA são obrigados a seguir o protocolo estabelecido em matéria de proteção de dados e a privacidade dos pacientes.

De uma forma geral medidas são tomadas para evitar problemas, pois as autoridades americanas tomaram medidas que no momento acharam pertinentes e suficientes para acompanhar as questões pertinentes.

A HIPAA The Health Insurance Portability and Accountability Act, mexeu com o mundo medico nos EUA na área de armazenamento,fluxo e acesso de documentos, com a intenção de proteger a informação do paciente. Contudo a HIPAA afetou negativamente outras áreas, tornando lenta a pesquisa e complicando a atenção medica básica, como efeito do aumento do trabalho burocrático e custo advindos de sua estrita observância.

O estudo HIPAA’s effects on US healthcare, conduzido por Sameer Kumar, Anne Henseler and David Haukaas, do Opus College of Business, University of St Thomas, Minneapolis,Minnesota, USA, concluiu que a HIPAA é confusa, está desatualizada,e denuncia que o beneficio final para a atenção aos pacientes foi mínimo.

Como se nota claramente, as questões de segurança, confidencialidade e sigilo são extremamente importantes e parece que o assunto está muito longe de ser tratado como deveria, apesar de rigorosos órgãos de controle, e se, como vimos em grandes centros do mundo as coisas não andam bem, o que então esperar desde nosso Brasil varonil?


A participação do Brasil

Ano passado a comissão de Informática em Saúde da ABNT propôs e aprovou, na reunião internacional do Comitê Técnico de Informática em Saúde (TC215) da ISO que aconteceu em Edimburgo, Escócia, de 26 a 30 de abril, com a participação de 17 países, a criação de um novo item de trabalho para elaboração de uma norma internacional sobre Certificação de Segurança de Software em Saúde, com o nome original “Health informatics - Security and privacy requirements for compliance testing of EHR systems”.
Esse trabalho será liderado pelo Brasil, em cooperação com o Canadá e Itália, com suporte de experts de mais de dez países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Finlândia, Suécia e Japão.A proposição brasileira levará a experiência do processo de certificação de software da SBIS/CFM do Brasil para o mundo, fortificando e aperfeiçoando esse processo, demonstrando a tendência e necessidade internacional. Para os desenvolvedores de software, isso poderá viabilizar a ampliação do mercado para a exportação, de forma que vários países se basearão no mesmo conjunto de requisitos, e os cidadãos poderão se beneficiar na medida em que exista interoperabilidade entre as instituições de saúde que utilizam softwares certificados.Talvez seja esta mais uma oportunidade de mostrarmos que podemos contribuir de forma eficiente e competente, sem qualquer nível de desigualdade, com nações mais desenvolvidas, para não só elevar o status da Tecnologia da Informação em Saúde no Brasil, como também talvez, pensarmos um dia poder falar que “NUNCA ANTES NESTE PAÍS...”

A resolução do CFM que trata do prontuário eletrônico informa que o usuário deste sistema deve ter uma assinatura digital. O que fazer se esta assinatura ainda é cara e envolve alguma complexidade?



Aqui entre nós, estamos começando a trabalhar com a certificação digital, e para tanto o manual de certificação da SBIS descreve os critérios da seu uso adequado.



O objetivo da assinatura digital, referida no NSG2 é eliminar o uso do papel. Para conseguir este documento, basta o profissional da saúde acessar os sites de empresas que emitem o certificado segundo as normas da ICP Brasil.



Alguns hospitais contratam empresas certificadoras para que forneçam para seus funcionários, o documento também conhecido como e-CPF, no próprio local de trabalho. Qualquer pessoa pode ter uma assinatura digital, que no futuro funcionará como um CPF eletrônico. Há um projeto do CFM que prevê um CRM digital, no qual o registro de médico viria junto com um certificado digital padrão. O CFO também já normatizou o assunto e ambos estão em fase de especificação técnica, que em breve deverá estar concluída



O uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, com descarte do material legado, não deixa mais dúvidas quanto a caminho a ser percorrido pelos profissionais da área da saúde, para a implementação do atendimento “sem papel”, em seus consultórios, clínicas e hospitais, conforme já apontamos no inicio deste texto.

Estão também se movimentando neste sentido o Conselho Regional de Enfermagem, de Biomedicina, de Farmácia, de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de Fonoaudiologia, de Nutricionistas, de Psicologia além do Comitê Brasileiro de Certificação em Engenharia Clínica.

Portanto a Certificação Digital é um instrumento extremamente importante para facilitar e cumprir os requisitos de segurança em documentos eletrônicos em saúde de acordo com o Manual de Certificação, motivo pelo qual sua adoção é uma questão de tempo, porém irreversível.
 
Postado por  Dr.Leonardo Diamante
27/08/2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Prontuário eletrônico: Conselho Federal de Medicina e CREMESP fazem convênio.

Presidente da SBIS fala sobre prontuário eletrônico no Cremesp

O presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Claudio Giulliano Alves da Costa, apresentou terça-feira, 17/08, à plenária do Cremesp, um painel sobre o convênio da entidade com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para a Certificação Digital, visando a guarda e manuseio de prontuário eletrônico de pacientes.

Conforme o estabelecido na Resolução CFM 1821/07, a Certificação Digital tem por objetivo o abandono do papel em prontuários, substituindo-os por sistemas informatizados de gerenciamento.

Alves da Costa falou sobre a fase atual do processo, dos requisitos que necessitam ser analisados e das estratégias em estudo para iniciar um projeto-piloto de Certificação Digital até o final deste ano.

Fonte:Cremesp - SP