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O objetivo desse Blog é apresentar essa fantástica e importante tecnologia, de forma simples, para que pessoas que não dominam aspectos técnicos também possam acompanhar a evolução da adoção da Certificação Digital e o universo que gira ao seu redor:

Certificado Digital para Assinatura e Sigilo, Certificado de Atributo, Carimbo do Tempo, Documentos Eletrônicos, Processos Eletrônicos, Nota Fical Eletrônica, TV Digital, Smart Card, Token, Assinador de Documento, Gerenciador de Identidades etc..

Este Blog publica matérias e artigos extraídos da mídia que expressam a opinião dos respectivos autores e artigos escritos por mim que expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Correntistas do BB vão acessar contas pela TV Digital

Correntistas do BB vão acessar contas pela TV
Sede BB Brasília - Thiago Melo/Flickr.com









SÃO PAULO - Depois de um ano de negociações, o Banco do Brasil e a fabricante de software Totvs fecharam um contrato de 6,7 milhões de reais, para uma nova maneira de movimentar a conta corrente. Trata-se de um aplicativo que permitirá aos correntistas se conectar à internet pela televisão utilizando os conversores digitais.

A subsidiária TQTVD desenvolverá e dará suporte de aplicativos para TV Digital Aberta e Fechada interativa, que serão disponibilizados no portal Sticker Center da empresa.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ITI faz Balanço de 2010


Título original: Certificação digital chega a maturidade em 2010

Essa foi a palavra que o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato Martini, utilizou para definir o atual estágio da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

As atuais aplicações em programas nacionais consolidaram o modelo hierárquico adequadamente adotado pelo Brasil. Atualmente, o país se apresenta como um caso praticamente único de adoção da certificação em larga escala tanto do ponto de vista da capilaridade como da quantidade de certificados emitidos, que já ultrapassa 1 milhão de certificados/ano'.
Renato Martini

Para o presidente do Instituto, a missão para 2011 é a construção e o acompanhamento do projeto do Registro de Identidade Civil - RIC.

Essa iniciativa prevê a emissão de identidades civis baseadas na biometria do cidadão – no caso as digitais das mãos – relacionando um único número a uma pessoa. Isso dá mais segurança ao processo de identificação, já que impossibilita a emissão de duas identidades para um mesmo indivíduo, por exemplo.

A perspectiva é que sejam emitidos 2 milhões de RIC ainda em 2011 e que até 2019 todos os brasileiros estejam com esse documento de identidade, que já vem com certificado digital. ¨Sem sombra de dúvida esse será o momento de levar ao cidadão brasileiro um identidade moderna tanto no meio físico como no virtual”.

Infraestrutura

Maurício Coelho
Para o diretor de Infraestrutura de Chaves Públicas, Maurício Augusto Coelho, um balanço deste ano deve considerar quatro aspectos. O primeiro foi a implementação na Raiz da ICP-Brasil dos novos algoritmos criptográficos. “A longevidade da segurança da informação está mais garantida. Os novos algoritmos já permitem a emissão de novas raízes e garantem maior proteção de dados nas transações bancárias e do judiciário”

Outro destaque apontado por Coelho trata da possibilidade de ofertar o carimbo de tempo já em 2011. “Há empresas com processos em andamento para se credenciarem como Autoridades Certificadoras de Tempo (ACT) e neste próximo ano a expectativa é de um mercado aquecido”. O carimbo de tempo garante registro com precisão - já que está baseado na hora legal brasileira - o momento em que a transação foi feita.

O carimbo de tempo (ou timestamp) é um documento eletrônico emitido por uma parte confiável, que serve como evidência de que uma informação digital existia numa determinada data e hora de registro do documento quando chegou à entidade emissora, e não a data de criação do documento ou a hora que constava, por exemplo, no computador do emitente.

Outro ponto levantado foi a disponibilidade dos artefatos para o desenvolvimento de aplicativos que usem a certificação digital. De acordo com Coelho , os artefatos, conforme as normas do ITI, DOC-ICP-15, estabeleceram a utilização padronizada de assinatura digital no âmbito da ICP-Brasil e são vitais para a credibilidade do processo de criação e validação da assinatura.

Tais artefatos simplificam o desenvolvimento de soluções que usem as políticas de assinaturas da ICP-Brasil e asseguram a interoperabilidade, a legitimidade e a integridade dos documentos assinados com certificados digitais assim emitidos.

Por último, Coelho destacou o trabalho conjunto com órgãos do setores público e privado para que a parte eletrônica do novo registro de identificação civil fosse desenvolvida. “A dedicação de todos para que o RIC fosse aprovado com Certificação Digital deu a esse documento uma característica muito importante para sua implantação nos próximos anos”, apontou o Diretor.

Auditoria
Pedro Paulo Lemos
Encerrar 2010 com as metas de revisão dos critérios e procedimentos para a realização de auditorias e fiscalizações nas Autoridades Certificadoras e de Registro da ICP-Brasil concluídas significa um avanço para a certificação digital no país. Esta é a opinião do diretor de Auditoria, Fiscalização e Normalização do ITI, Pedro Paulo Lemos Machado. 'Fiscalizar eletronicamente e com segurança as entidades credenciadas em qualquer lugar do Brasil é um dos principais progressos', ressalta Machado.

Para Machado, a partir da revisão do DOC-ICP-08 foi possível gerenciar as informações com o foco na qualidade dos serviços que são prestados pelas entidades credenciadas na ICP-Brasil. “Mais importante do que atualizar a auditoria, era fundamental aplicar instrumentos eficazes que permitissem a automação dos processos Outro ganho significativo é a possibilidade de trabalhar a distância. Hoje há a possibilidade de realizar fiscalizações em todo o território nacional. Atualmente, o ITI pode fiscalizar eletronicamente as Autoridades Certificadoras ou de regitro no estado do Acre, por exemplo, sem a necessidade de locomover-me até lá”, comentou Machado.

Além disso, a auditoria padronizou os critérios e itens a serem fiscalizados por meio da elaboração de um checklist que facilita e otimiza o trabalho dos auditores do ITI. Outra inovação foi a conclusão do processo de controle de fluxos de credenciamento de auditorias independentes. “Na medida em que se troca o quantitativo pelo qualitativo de trabalho, o ITI melhora o entendimento, passa a investir no aperfeiçoamento do uso das normas e na aplicação da metodologia de auditoria e fiscalização a distância”, afirma Machado.

De igual forma o Machado afirmou que o ITI vem acompanhando a implantação de modelos de Infraestrutura de Chaves Públicas similares ao brasileiro em outros países do Mercosul. “Além disso, Cabo Verde, Cuba e Equador já firmaram acordo com o ITI para utilizarem essa tecnologia. O processo de auditoria e fiscalização brasileiro, cujo objetivo é manter a cadeia de confiança junto às autoridades certificadoras, tem despertado o interesse de muitos órgãos de outros países.”

Comitivas do ITI já estiveram presentes em oficinas e palestras nestes países. Em julho do ano passado, o ITI participou, a convite do governo de Cabo Verde, do workshop organizado pela Agência Nacional das Comunicações (ANAC) daquele país, com o objetivo de apresentar as funcionalidades da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Em dezembro do mesmo ano, representantes do ITI estiveram em Cuba na “Oficina para la Informatización” (ONI).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Veja como foi o Fórum TIC TV Digital realizado pela Dataprev em Brasília

Foi realizado no dia de ontem (30/09/2010) em Brasília o Fórum TIC sobre o desenvolvimento da TV Digital. O Fórum TIC idealizado pela Dataprev contou com palestras e debates de alto nível. Estavam presentes representantes da Dataprev como Marcos Munhoz e Edson Castilhos, responsáveis pelo projeto TV Digital Social, Emerson Weirich da Empresa Brasil de Comunicação, Luiz Eduardo Cunha Leite da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos pesquisadores que trabalharam na implementação do Ginga-J, Marcelo Moreno do Laboratório Telemídia da PUC-Rio e líder da Comunidade Ginga no Portal do Software Público e Laisa Caroline de Paula Costa do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológicos da USP. 

Em um dia de palestras e debates foram esclarecidos pontos importantes sobre o processo de implantação de TV Digital no Brasil, assim como o andamento da interatividade.

Veja abaixo um resumo das palestras e os principais pontos debatidos no Fórum TIC.

Palestra de Laisa Costa do LSI-TEC USP: Segurança em Aplicações Interativas 

Laisa Costa começou sua palestra com um pequeno histórico do SBTVD.
Para Laisa Costa a broadband TV e o Ginga andarão juntos: “Devemos entender e compatibilizar pois esses dois mundos andarão juntos”.

“A grande força do Ginga contra o broadband TV é que o Ginga poderá ser usado em todos os conversores vendidos no país, não só em conversores fixos mas também em dispositivos móveis como celulares”.

N05-Segurança para Aplicativos 

 Segundo Laisa, a idéia da N05 é centralizar toda a questão de segurança com relação às outras normas. “A N05 determinará todos os requisitos de segurança. As outras normas poderão implementar APIs de segurança, mas a N05 que determinará quais são os requisitos de segurança”.

No momento está sendo desenvolvido o segundo volume da norma, o volume 1 já foi publicado e diz respeito ao Controle de Cópias. O volume 2 diz respeito à Segurança de Serviços, foi escrita com participação do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e teve os seguintes requisitos:
  • autenticação de usuário por senha e login
  • smart card,
  • autenticação do receptor (requisito imposto pelas instituições bancárias)
  • proteção do canal de interatividade (para transações sigilosas, como aplicações bancárias)
  • autenticação dos dispositivos externos
  • download de software residente (atualização de aplicativos residentes ou do S.O ou middleware deve ser confiável) 
Para que as aplicações baixadas nos receptores não comprometam os mesmos, a idéia segundo Laisa é certificar as empresas que desenvolvem os aplicativos. “A empresa vai assinar esse aplicativo e dizer que se responsabiliza por ele”.

APIs Críticas

“Existem algumas APIs no middleware que consideramos críticas. A utilização do canal de retorno e o armazenamento persistente do receptor podem ser utilizados por aplicações maléficas”.

A idéia é que aplicações que utilizem dessas APIs “críticas” sejam certificadas e assinadas pela empresa desenvolvedora.

“Haverá uma assinatura digital de software, e para verificar se essa assinatura está correta usaremos os certificados de identidade da ICP Brasil”. Disse Laisa.

E quem poderá assinar uma aplicação interativa ?

 Segundo Laisa, a concessão para assinaturas de aplicações interativas para TV Digital que usem essas APIs críticas serão dadas pelo Fórum SBTVD.

O Processo de Certificação na TV Digital

Receptores: Os receptores virão de fábrica com certificado digital concedido pelo ITI.

Aplicações: O Fórum do SBTVD será o responsável pela concessão de certificados para assinaturas de aplicações interativas.

Certificados: As autoridades certificadoras da ICP Brasil gerarão os certificados de identidade para as entidades aprovadas pelo Fórum SBTVD

Entidades: De posse desses certificados as entidades desenvolvedoras de aplicações interativas poderão assinar suas aplicações e disponibilizá-las para as emissoras para que as mesmas possam transmitir para o usuário.

Receptor-Usuário: Com o certificado raiz da ITI os receptores verificarão a validade dessa assinatura no momento em que a aplicação é baixada.

A Norma N05 Atualmente 

Segundo Laisa a norma foi aprovada pelo módulo técnico e eles estão escrevendo alguns anexos à norma como a complementação de APIs críticas do Middleware, se há mais APIs de caráter crítico as mesmas deverão ser incluídas nesse anexo.

Clique aqui e leia mais sobre o Fórum TIC TV Digital realizado pela Dataprev em Brasília. 

Fonte: Blog Grupo GINGA GOIÁS 

1 de outubro de 2010

Leia também o artigo: Certificação Digital: Por que a TV Digital precisa dessa tecnologia? - sexta-feira, 1 de outubro de 2010

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Certificação Digital: Por que a TV Digital precisa dessa tecnologia?

Regina Tupinambá



O sistema de televisão digital cria demandas de segurança, praticamente inexistentes no sistema analógico.




As primeiras transmissões do SBTVD - SISTEMA BRASILEIRO DE TELEVISÃO DIGITAL, foi no final de 2007 e os principais benefícios considerados da digitalização do sistema, naquele momento, foram: a alta definição de imagens e som, a mobilidade e a portabilidade.

Outras funcionalidades serão incorporadas: a multiprogramação, (mais de um programa no mesmo canal) e os programas de computador associados à programação que viabilizam a TV interativa.

E é a partir da TV interativa que será possível o oferecimento de novos serviços para a população.

A televisão digital poderá ser utilizada para entretenimento ou serviços, cada qual com necessidades específicas de segurança.

No campo do entretenimento considera-se, principalmente, o tráfego de conteúdo multimídia com alta qualidade, os requisitos de segurança para garantir a entrega e consumo dos conteúdos e questões de proteção de direitos autorais.

Já em relação a serviços, considera-se a possibilidade de efetuar transações bancárias, acessar serviços de governo, saúde e educação.

Na TV analógica, assistir TV é basicamente uma experiência passiva enquanto na TV Digital teremos novas perspectivas de serviços interativos.

Serviços quer poderão ser oferecidos:

1. TV aperfeiçoada: Consiste na disponibilização de informações adicionais à programação da televisão. Estes dados são enviados juntamente com o sinal de vídeo. Neste sistema, é possível ver a programação das emissoras, sinopses de filmes e novelas, ler notícias, ver a previsão do tempo, classificação de campeonatos, escalações de equipes esportivas, estatísticas de jogos, e propagandas interativas simples.

2. TV individualizada: permite uma experiência personalizada a quem assiste TV. Este termo engloba escolhas de ângulos de visão de um mesmo programa; visualização de reapresentação de cenas em jogos esportivos e corridas automobilísticas; assim como respostas a perguntas em programas de auditório de televisão, podendo a resposta ser enviada à emissora ou apenas ser comparada à resposta correta na própria unidade de recepção digital.

3. TV pessoal: O termo TV pessoal é utilizado especialmente para aplicações de Gravador Pessoal de Vídeo que permitem o armazenamento de programas para serem assistidos em momento posterior.

4. TV com Internet: Exemplos de aplicações de TV por Internet são serviços de Internet adaptados para a televisão. Exemplos: e-mail, chat, navegação na Internet.

5. TV sob demanda: aplicações de disponibilização de programação sob demanda, como filmes, programas, shows e noticiários. Este tipo de aplicação exige um grande investimento em infraestrutura de rede e de servidores de vídeo, além do pagamento dos direitos autorais do conteúdo disponibilizado.

6. TV para jogos: designa aplicativos de jogos na TV. Jogos multiusuários e monousuário fazem sucesso em computadores e consoles, sendo esperado que repitamos mesmo desempenho em TV Interativa.

7. Comércio eletrônico: são as aplicações bancárias e comércio eletrônico na televisão.
Os bancos no Brasil, inclusive, já permitem movimentações e a mairia oferece consulta a saldos e extrato via Internet, sendo esperado que todas as funcionalidades dos bancos sejam migradas também para a TV Digital.

As aplicações de comércio eletrônico pela TV, também chamadas de t-commerce, possibilitam desde uma simples requisição de catálogo até a compra efetiva do produto.

8. TV educativa: são aplicações voltadas para educação. Este serviço comporta aplicações de ensino a distância e de suporte ao ensino.

9. TV comunitária: são os serviços de interesse comunitário, como votações, veiculação de informações, da mesma forma que o suporte a comunidades virtuais, como as da Internet.

10. TV Global: TV Global significa acesso sob demanda à programação internacional com tradução automática de idioma. Vários serviços interativos se encaixam nesta classificação, como os portais de serviços das operadoras de TV por assinatura, mosaico de canais, propagandas interativas e aplicações de comércio eletrônico.

Sendo assim, a televisão digital brasileira precisará de mecanismos para garantir a proteção de direitos autorais, a autenticação de aplicativos e serviços de interatividade.

Para o uso em serviços de interatividade da TV Digital será necessário requisitos de segurança mais complexos, relacionados: sigilo, privacidade, autenticidade (integridade dos dados e identidade das entidades em interação) e não repúdio. Todos no âmbito da ICP Brasil.

Na primeira fase do SBTVD foram levantados os seguintes requisitos de segurança para terminais de acesso:

 Identificação e autenticação do terminal de acesso,

 Soquete de comunicação segura,

 Segurança na atualização de software/firmware,

 Identificação e autenticação de usuários locais,

 Identificação e autenticação de usuários de serviços,

 Restrição de programação, proteção de conteúdo,

 Sincronização de relógio e

 Armazenamento seguro de certificados digitais raiz.

Vários recursos tecnológicos da Certificação Digital serão utilizados na TV Digital: certificados digitais, certificados digitais para aplicações, certificados SSL, certificados de atributos, carimbo do tempo etc.

Neste momento um grupo composto por diversas instituições representativas está se reunindo para definir entre outros itens a questão da segurança do SBTVD - SISTEMA BRASILEIRO DE TELEVISÃO DIGITAL e a necessidades de uso de requisitos de segurança em cada aplicação com o objetivo de tornar a TV Digital segura com a preocupação de proporcionar interface mais amigável possível para seus usuários quanto a questão da autenticação.

Leia Também:  Governo avalia criar uma ICP-Brasil para TV Digital

Escrevi este artigo com base no excepcional trabalho:
SEGURANÇA PARA O SISTEMA BRASILEIRO DE TELEVISÃO DIGITAL: CONTRIBUIÇÕES À PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS E À AUTENTICAÇÃO DE APLICATIVO São Paulo / 2009 da autoria de LAISA CAROLINE DE PAULA COSTA

O objetivo desse Blog é apresentar essa fantástica e importante tecnologia, de forma simples, para que pessoas que não dominam aspectos técnicos também possam acompanhar a evolução da adoção da Certificação Digital e o universo que gira ao seu redor:

Este Blog publica matérias e artigos extraídos da mídia que expressam a opinião dos respectivos autores e artigos escritos por mim que expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

Regina Tupinambá

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Governo avalia criar uma ICP-Brasil para TV Digital

Governo avalia criar uma ICP-Brasil para TV Digital

Ana Paula Lobo
Convergência Digital
06/09/2010

A segurança da interatividade da TV Digital foi o principal tema da reunião da Comissão Técnica (COTEC) do Comitê Gestor da ICP-Brasil, realizada no dia 30 de agosto.

O professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Zuffo, e a pesquisadora da Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico, Laisa Costa, participaram do encontro para explicar como funciona a TV Digital e quais processos necessitam da certificação digital.

O Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) necessitará de controles que possibilitem a identificação segura do provedor e do conteúdo disponibilizado. Em uma primeira fase, o certificado digital seria utilizado para garantir a integridade do conteúdo digital, usando aplicações que seriam executadas no equipamento receptor, ou seja, na TV do cidadão.

Uma das questões debatidas foi o fato de que para se comprovar a validade de um certificado é necessário consultar a Lista de Certificados Revogados (LCRs), em processo constante de atualização, e capaz de demandar uma capacidade de processamento maior que a disponível no sistema de interação da TV Digital, pois possui um tamanho variável.

A LCR seria enviada juntamente com a aplicação assinada digitalmente, utilizando um canal unidirecional. Diante dessa especificidade, a Comissão Técnica do Comitê Gestor da ICP-Brasil decidiu avaliar a possibilidade de se criar uma infraestrutura de chaves públicas específica para a SBTVD.

Mas o coordenador geral de Normalização e Pesquisa, Ernandes Lopes Bezerra, que coordenará os trabalhos para estudar e identificar soluções eficazes para o problema, acredita na existência de mecanismos para aconsulta de estado de revogação de certificado que não necessitam de tanto espaço como a LCR, um deles seria as respostas OCPS (Online Certficate Status Protocol).

Grupo terá um prazo de 60 dias para avaliar todas as possibilidades apresentada. Próxima reunião ficou acertada para o dia 09 de novembro.

A definição sobre a segurança das soluções de interatividade é relevante para os planos do governo que planeja utilizar o SBTVD para ampliar a oferta de serviços públicos, entre eles, o de governo eletrônico por meio da TV aberta.


Fonte: Convergência Digital

          06/09/2010