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O objetivo desse Blog é apresentar essa fantástica e importante tecnologia, de forma simples, para que pessoas que não dominam aspectos técnicos também possam acompanhar a evolução da adoção da Certificação Digital e o universo que gira ao seu redor:

Certificado Digital para Assinatura e Sigilo, Certificado de Atributo, Carimbo do Tempo, Documentos Eletrônicos, Processos Eletrônicos, Nota Fical Eletrônica, TV Digital, Smart Card, Token, Assinador de Documento, Gerenciador de Identidades etc..

Este Blog publica matérias e artigos extraídos da mídia que expressam a opinião dos respectivos autores e artigos escritos por mim que expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

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terça-feira, 14 de junho de 2011

BRASIL INICIA AÇÕES PARA ENFRENTAR ATAQUES VIRTUAIS


"BRASIL INICIA PLANO DE PROTEÇÃO NO CIBERESPAÇO"

Por Moacir Drska e Gustavo Brigatto
De São Paulo
Valor Econômico - 14/06/2011

O governo brasileiro começou a colocar em prática medidas para proteger o país no ciberespaço. As ações, que já vinham sendo planejadas há mais de um ano, ganharam corpo em meio à recente escalada dos ataques de hackers a redes públicas, empresas privadas e organismos internacionais, como o FMI.

Segurança: Unidade controlada pelo Exército vai coordenar ações

O governo brasileiro não quer que o país entre na lista negra que recentemente passou a incluir do FMI ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, passando por companhias tão diversas como a Sony, o Citigroup e a Lockheed Martin. Esses foram alguns dos alvos recentes da onda maciça de ataques de hackers a redes de computadores.O movimento de defesa do Brasil no ciberespaço começou no fim do ano passado, com o lançamento do 'Livro Verde' - um documento que define os parâmetros de proteção das redes governamentais -, mas está ganhando corpo, agora, com a intensificação dos ataques na internet. O cenário é reforçado pela posição dos Estados Unidos em equiparar a sabotagem virtual às ameaças tradicionais, o que permite ao Pentágono responder às ações dos hackers com força militar convencional.

Na prática, o assunto ganhou contornos de segurança nacional no Brasil. Por decisão do governo, a tarefa de efetivar as medidas de defesa e contra-ataque na internet será de uma unidade criada recentemente para esse fim - o Centro de Defesa Cibernética (CDciber). Concebido há um ano, o CDciber está sob o comando do Exército e começa a sair do papel. A ideia é reunir ao redor dele todas as ações de proteção das Forças Armadas em relação ao ciberespaço.

O assunto vem sendo tratado como prioridade pelo governo federal, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Responsável por criar as normas de segurança que devem ser adotadas na administração pública, o órgão está mapeando as vulnerabilidades das redes que controlam sistemas estratégicos no país.

O GSI gerencia 320 grandes redes públicas de computadores, envolvendo 1 milhão de usuários de 37 ministérios e 6 mil entidades governamentais. Segundo Raphael Mandarino Jr., diretor-geral do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do GSI, os ataques que visam o roubo de informações estratégicas são o principal ponto de atenção, apesar de representar apenas 1% das ameaças.

'Registramos 2,1 mil tentativas de invasão a sites do governo por hora. Quanto mais se destaca no cenário internacional, mais o Brasil desperta o interesse dos hackers', afirma Mandarino.

Assim que essas ameaças são identificadas, o sistema em questão é isolado do restante da rede federal; a resolução do problema fica sob responsabilidade de um dos 188 centros de respostas de incidentes do governo.

Em outra frente, Mandarino destaca o desafio de incorporar as melhores práticas de segurança a cada um dos órgãos públicos. Apesar das recomendações do GSI, muitas instituições estão atrasadas na adoção de medidas preventivas. Uma pesquisa recente realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra, por exemplo, que 64% dos órgãos federais não possuem sequer uma política de segurança da informação.

Para Douglas Viudez, diretor de produção e serviços da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), a existência de diversas redes que dão estrutura e interconectam diferentes órgãos aumenta os custos de manutenção e cria riscos, principalmente com relação aos usuários. 'Em 80% dos problemas de segurança, é o usuário quem deixa a porta aberta para um ataque', diz.

Responsável pelo armazenamento de 70% dos dados do Governo do Estado de São Paulo, a Prodesp vem investindo na certificação de seus funcionários e na colaboração com instituições de pesquisa na área de segurança para proteger os 1,6 mil computadores que compõem seu centro de dados. Só no mês de maio, foram bloqueadas 67 milhões de tentativas de invasão às redes da companhia.

Sob esse cenário de riscos potenciais, um dos principais medos de órgãos de governo é que a recente onda de ataques a empresas, feitos pelos chamados hackers ativistas, migre para os sistemas de infraestrutura dos países.

No início de junho, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) divulgou um relatório sobre a possível extensão desses ataques a novas fronteiras. Para a Otan, 'o surgimento de ativistas hackers pode levar a uma nova classe de conflitos internacionais entre esses grupos e nações, ou mesmo a conflitos entre entidades exclusivamente virtuais'.

A Otan observa que pelo que se sabe, grupos terroristas como a Al Qaeda ainda não têm a capacidade de executar ataques cibernéticos, mas que no futuro, o crime organizado e grupos de hackers podem vir a vender seus serviços a essas organizações terroristas.

Apesar de não ter um histórico de confrontos bélicos e de movimentos ativistas atuantes, vem crescendo no Brasil a preocupação com a defesa de redes ligadas à prestação de serviços públicos. Responsável por quinze empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a Eletrobras criou há cerca de um ano um comitê de segurança da informação para identificar e minimizar os riscos de ataques.

Uma das iniciativas do comitê foi separar a rede de tecnologia da informação - ligada à gestão administrativa da Eletrobras - da rede de automação, que controla a operação de usinas e equipamentos de transmissão. 'A rede de automação tem o mínimo contato com a internet, o que reduz significativamente os riscos', diz Rodrigo Costa dos Santos, coordenador de segurança de tecnologia e comunicações da Eletrobras.

A estratégia de segregar as redes de automação e TI também vem sendo adotada pela Petrobras. 'A probabilidade de uma invasão ter sucesso nesses sistemas ainda é baixa, mas já há casos no mundo que mostram que é preciso se precaver, pois o impacto seria imensurável', diz Flavio Baruzzi, gerente de segurança da informação da companhia.

Fonte: Valor Econômico/Portal ClippingMP

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Guia de Interoperabilidade de Serviços de Governo

O Guia de Interoperabilidade de Serviços de Governo objetiva orientar o uso de padrões e metodologias, bem como sugerir boas práticas para promover uma abordagem padronizada, tanto para a gestão e design, quanto para a implementação de serviços de governo. Este Guia está em fase de construção.

Confira a versão 1.0 da Cartilha Técnica do Guia de Interoperabilidade (13/12/2010).

“A base para o fornecimento de melhores serviços, adequados às necessidades dos cidadãos e dos negócios, a custos mais baixos, é a existência de uma infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que se preste como alicerce para a criação desses serviços. Um governo moderno, integrado e eficiente, exige sistemas igualmente modernos, integrados e interoperáveis, trabalhando de forma íntegra, segura e coerente em todo o setor público. Nesse contexto, a interoperabilidade de tecnologia, processos, informação e dados é condição vital para o provimento de serviços de qualidade, tornando-se premissa para governos em todo o mundo,como fundamento para os conceitos de governo eletrônico, o e-gov. A interoperabilidade permite racionalizar investimentos em TIC, por meio do compartilhamento, reuso e intercâmbio derecursos tecnológicos.” (E-PING, 2011)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Com o RIC é hora de capacitar e institucionalizar pra valer a ICP Brasil

Com o RIC é hora de capacitar especialistas em TI e  institucionalizar pra valer a ICP Brasil junto a população brasileira divulgando a chancela de confiança dada pelo Governo Federal à certificação digital .

 Atualmente, encontramos entre especialista de TI diferentes níveis de conhecimento sobre  ICP Brasil, Certificação Digital, Certificado de Atributo, Carimbo do Tempo, Certificados Digitais para Aplicações, Guarda de Documentos Eletrônicos com segurança, Revalidação de Assinaturas Digitais etc.

O conhecimento dos especialistas varia de acordo com o segmento de indústria em que atuam.

Enquanto em alguns setores já se discute sofisticadas aplicações, em outros encontramos técnicos que dominam os conceitos básicos, mas desconhecem as principais soluções disponibilizadas e os projetos implementados com sucesso no Brasil e no exterior.

O programa de educação voltado para esses técnicos deveria ter início na propagação de soluções  existentes e na promoção de debates técnicos para que desperte o interesse por parte das organizações na capacitação de seus profissionais. Eventos menos comerciais e mais técnicos. Menos palestras e mais debates.

Com  profissionais mais capacitados, as organizações se beneficiarão com o entendimento de suas necessidades e oportunidades em relação à certificação digital  e ao mundo eletrônico e estarão capacitadas a desenvolver suas próprias aplicações.

A procura pelos cursos de certificação digital ainda é baixa e  muito concentrada nos setores: financeiro e órgãos públicos, entre eles se destaca o setor do judiciário.

Cabe ao Governo Federal, investir cada vez mais em ações de divulgação da chancela de confiança  conferida a  utilização da Certificação Digital e estimular  evangelização uniforme entre os especialistas em TI destacando, sempre que possível, a importância  da capacitação de profissionais para o desenvolvimento das aplicações em todos os setores da economia, pois isso, sem dúvida, tará beneficios a população brasileira.

É necessário também pensarmos nas gerações em formação escolar, propondo ao Ministério da Educação e Cultura estudo sobre a possível inclusão de disciplinas que tratem de conceitos básicos de uso seguro dos meios eletrônicos em cursos do ensino infantil, fundamental e ensino médio.

Precisamos preparar a população e os profissionais brasileiros dos diversos setores da sociedade para o entendimento e adesão aos procedimentos exigidos para utilização do mundo eletrônico com segurança.

O  programa de educação para o usuário final, não deve tratar do conceito ou da tecnologia que sustentam às aplicações. Isso pouco interessa a população brasileira.

Para estimular a adoção da certificação digital pelos usuários finais deve-se trabalhar em três vertentes:
1-      Apresentação da cadeia de confiança que sustenta a ICP Brasil;
2-      Criação de aplicações que tragam benefícios diretos aos usuários
3-      Educação da população no sentido de  apenas utilizar serviços via web que atendam aos padrões normalizados pela  ICP Brasil, devidamente identificados.

A utilização e assimilação dos recursos oferecidos pela Certificação Digital por parte dos usuários será feita naturalmente em paralelo ao surgimento das aplicações. 

A velocidade da adoção desta tecnologia será proporcional aos benefícios trazidos pelas aplicações e  pelo crescimento da oferta de serviços por meio eletrônico com uso da certificação digital.

Isso feito, simples  roteiros para aquisição e utilização dos certificados digitais serão o bastante para a habilitação dos usuários finais.


Regina Tupinambá
Participei do start up da Certificação Digital no Brasil em 1995 na criação da primeira certificadora digital brasileira e a terceira do mundo. Desde então, desenvolvi o mercado de SSL, treinamentos e trabalhei na implantação de outras importantes Autoridades Certificadoras e de Registro no âmbito da ICP Brasil.