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Mostrando postagens com marcador segurança da informação. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Autenticação de dois fatores precisa ser aprimorada

Duas pesquisas colocaram em cheque o método de autenticação por dois fatores baseado em chaves eletrônicas 


A autenticação baseada em dois fatores sofreu importantes críticas em meados de 2012, quanto à sua eficácia e especialmente no seu método de utilização baseado em um “token”, ou chave eletrônica, para geração de passwords de utilização única.

Dois estudos sugerem a necessidade de avanços tecnológicos para restaurar o brilho da autenticação de dois fatores como tecnologia ou método de segurança. O trabalho "Dissecting Operation High Roller", da McAfee e da Guardian Analytics, descreve como uma gangue internacional criminosa atingiu contas bancárias de empresas e de indivíduos para tentar roubar milhões de euros. Usava transferências não autorizadas e fraudulentas baseadas em um processo automatizado associado a servidores remotos.

Os métodos de autenticação de dois fatores permitiram o acesso às contas bancárias pelos criminosos, que subverteram os computadores das vítimas com malware. Mas, além disso, os processos de autenticação dos usuários foram até integrados ao fluxo automatizado de processamento do esquema criminoso.

"Nunca tinha visto caso semlhante", disse Dave Marcus, diretor de pesquisa avançada e inteligência sobre ameaças da McAfee, coautor do estudo com o pesquisador Ryan Sherstobitoff, da Guardian Analytics.

O estudo foi parte de uma investigação forense sobre uma onda de cibercrimes desencadeada no início do Inverno de 2011, que atingiu bancos europeus.

Os criminosos, neste caso, projetaram o seu processo de roubo de contas de forma a obterem o melhor aproveitamento das informações do sistema de dois fatores. "Desenvolveram uma tecnologia de fraude baseada na exigência da autenticação por dois fatores", conta Marcus. O sistema automatizado aproveitava os dados de autenticação da pessoa no processo de identificação na máquina comprometida e incorporava as informações do código PIN e do chip, que eram usadas depois em um processo de hacking automatizado visando realizar transferências de fundos fraudulentas. "A receptação das informações da chave eletrônica (token) era parte do processo da fraude", diz Marcus.

Por isto, McAfee e a Guardian Analytics passaram a alertar para a falência da autenticação por dois fatores baseada em dispositivos físicos. “As instituições financeiras devem levar esta alerta a sério, especialmente se considerarmos a possibilidade de a técnica utilizada poder ser expandida para outras formas de dispositivos de segurança física", sustentaram.

Embora não aconselhe ninguém a deixar de usar a autenticação por dois fatores baseada no uso de chip e PIN, um método de defesa consolidado, Marcos ressalva que a onda de cibercrime na Europa sugere a necessidade de haver algum tipo de melhoria na concepção da metodologia por dois fatores.

Steve Hope, diretor técnico da Winfrasoft, com sede no Reino Unido, já propôs o seu próprio método de autenticação por dois fatores chamado PINgrid e concorda com a necessidade de haver abordagens inovadoras. Embora não seja algo que a empresa veja os seus clientes empresariais fazendo, é possível sugerir novas abordagens para a autenticação por dois fatores, com o objetivo de abordar as questões problemáticas. "Hoje, a autenticação por dois fatores não tem nada a ver com a transação", diz Hope. O problema subjacente pode ter a ver com o facto de ela não estar diretamente ligada à validação de transações e ao código de conta, reforça.

Os dois processos estão separados hoje, mas deve ser possível uni-los para repelir ataques sofisticados no futuro. No entanto, salienta que "o malware está à frente, já". A empresa despertou para o problema quando pesquisadores de criptografia do instituto francês INRIA publicaram um documento técnico onde alegam terem descoberto meios práticos para acelerar ataques em dispositivos de chaves eletrônicas (token). O artigo "Efficient Padding Oracle Attacks on Cryptographic Hardware" eles descrevem esse processo.

O grupo de pesquisadores da chamada "Equipe Prosecco", reivindica a possibilidade de extrair chaves criptográficas a partir de “tokens” como os da Alladin, da Gemalto, da RSA SecurID, da Safenet ou da Siemens. Acabaram por despertar um “vespeiro” de reações. A RSA, divisão de segurança da EMC, refutou acaloradamente as descobertas da equipe Prosecco sobre o token SecurID, face ao qual a equipe diz ter diminuído o tempo de ataque para 13 minutos. Mas os dispositivos de chaves eletrônicas de outros fabricantes também foram considerados vulneráveis, embora com tempos de ataque necessários mais longos, variando dos 21 aos 92 minutos.

"Esta é uma afirmação alarmante e deve interessar aos clientes que implementaram o sistema de autenticação RSA SecurID 800", escreveu Sam Curry, CTO da empresa. "O único problema é que não é verdade. Muita da informação divulgada exagera nas implicações práticas da investigação, e confunde a linguagem técnica de uma forma que torna impossível aos profissionais de segurança avaliarem o risco associado com os produtos usados hoje com precisão. O resultado inicial é desperdício de tempo por parte dos utilizadores de produtos e da comunidade em geral, para determinar os fatos da situação". Curry procurou chegar a várias publicações para corrigir a ideia inicial. No entanto, alguns pesquisadores de criptografia nos EUA dizem que as reivindicações por parte dos franceses não devem ser levianamente desprezadas. Matthew Green, investigador da John Hopkins University, assinalou no seu blogue "um tpo ruim para o setor de criptografia". Para este acadêmico, o trabalho da equipe Prosecco era apenas a última má notícia.

"Todos esses 'tokens' usavam uma implantação vulnerável do sistema de cifra da RSA. Sabemos que o esquema é vulnerável desde 1998. Portanto, nesse sentido, não há nada de fundamentalmente novo", disse.

Contudo, o responsável alerta que a pesquisa mostrou como "os dispositivos eram vulneráveis a esses ataques conhecidos”, e “não há qualquer boa razão para os programadores não terem detectado o problema, mesmo antes de os resultados da pesquisa terem sido publicados". Além de tudo, os investigadores da equipe Prosecco "diminuíram extremamente o tempo de ataque e tornaram prático atacar esses dispositivos”. Ora “isto tem muita importância porque os dispositivos não são assim tão rápidos. O novo ataque pode ser executado em poucos minutos, em vez de horas ou dias", refere.

Green diz que não tinha qualquer intenção de ser "alarmista" sobre o que significa o ataque, porque tudo "depende de como os 'tokens' usados em aplicações específicas”. Mesmo assim, alerta que “a segurança não tem a ver com o melhor cenário mas com o planejamento para o pior".

Concluiu ainda que as empresas dependentes dos “tokens” devem estar preocupadas e "tomar medidas para se protegerem e aos dados dos seus clientes".

Fonte: Computerworld/EUA
Publicada em 22 de abril de 2013 às 07h10 
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10 Mar 2013
Sou a favor da Biometria, no entanto deve ser usada como Triplo fator. O que você é - Biometria, o que vc tem - Certificado Digital e o que você sabe - sua senha. Assim mesmo a leitora deve ser de alta definição para ...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Certificação Digital chega aos Divans

Orientação pela internet não tem garantia de sigilo


Não há como psicólogos ou pacientes garantirem o sigilo ao usar e-mails, MSN e Skype para fazer orientação psicológica, afirma Fábio Leto Biolo, presidente da Associação Brasileira de Segurança da Informação.

"A forma mais segura é a utilização de e-mails com certificado digital ou criptografia", afirma.

Programas como MSN ou Skype são baseados em um servidor central, e as conversas podem ser interceptadas por qualquer pessoa.

Hoje, há programas vendidos legalmente para captar mensagens de comunicação instantânea.

"Há empresas que usam esses programas para fiscalizar o uso de mensageiros instantâneos por seus funcionários, o que é permitido desde que eles sejam informados", diz o especialista.

Biolo afirma ainda que um chat próprio do site aumenta a segurança, mas também não pode garantir 100% o sigilo.

Muitos psicólogos afirmam em seus sites que os pacientes devem estar cientes de que esse tipo de serviço é vulnerável. 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Penalizar as empresas por vazamentos de dados pode ser mais nocivo do que benéfico

Especialistas divergem se as multas aplicadas a empresas com bases de dados de clientes, por roubo ou vazamento desses dados, protegem realmente o consumidor.

Redação da CIO  Publicada 05/05/2011
 

Nos Estados Unidos, à medida que várias multas começam a ser cobradas contra as organizações já atacadas ou com empregados que violaram políticas de privacidade de dados, alguns especialistas sobre a matéria questionam-se sobre se o governo não estará penalizando uma das vítimas dos crimes – em vez de mitigar riscos de roubo de identidade e de dados, objetivo maios da implantação das leis.

A prática começa a preocupar também as empresas brasileiras, em função da iniciativa do ministério da Justiça de criação de uma Lei para Proteção de Dados Pessoais. Nos últimos meses, a sociedade brasileira teve a oportunidade de debater o texto do projeto de lei que será submetido ao Congresso. Entre os pontos cobertos pela Lei estarão o monitoramento online, a interconexão entre os bancos de dados, o papel e a competência da “autoridade de garantia”, das propostas para fiscalizar e regulamentar as atividades relacionadas à coleta, tratamento e armazenamento de dados pessoais, bem como requisitos para a coleta, gestão e segurança no tratamento dos dados pessoais.

A proposta de formalizar um marco regulatório para a proteção de dados pessoais, sobretudo na Internet, apoia-se em experiências internacionais da União Européia, dos EUA e alguns países da América Latina, que já possuem legislação específica sobre o tema. Ademais, acompanha a movimentação legislativa recente para instituir um Marco Civil da Internet no país.

Vejamos alguns exemplos práticos do que poderá ocorrer aqui. Considere-se a acão da Procuradoria-Geral do estado de Massachusetts contra o dono do restaurante da cadeia Briar Group. Algumas semanas atrás, o procurador-geral anunciou ter fechado um acordo com a organização, levando-a a pagar 110 mil dólares em multas.

O acordo decorre de alegações de que a cadeia de restaurantes não protegeu adequadamente os dados de pagamentos feitos por clientes após uma aplicação nociva ter sido instalada nos seus sistemas. O malware esteve instalado na rede de Abril a Dezembro de 2009.

O grupo é acusado de não alterar as informações de autenticação dos funcionários e continuar aceitando cartões de crédito e de débito, mesmo depois de descobrir a vulnerabilidade, explicou o Procurador-Geral do Massachusetts. Os queixosos também acusam a cadeia de negligência quanto à segurança dos meios de acesso remoto e das redes sem fios.

Não são práticas de segurança que mereçam aplauso. No entanto, especialistas afirmam – devido ao elevado estado de insegurança de aplicações e sistemas de TI – que as empresas podem ter todas as tecnologias de segurança adequadas, políticas e procedimentos em vigor, e ainda acabar processadas. “Essas leis sobre notificação de violações de bases de dados não tinham a intenção de definir normas de prevenção “, diz Mark Rasch, director da consultora de segurança informática e protecção da privacidade Computer Sciences Corporation.

“Destinavam-se a ajudar os consumidores cujos dados foram roubados e para evitar o roubo de dados de identidade”, explica. “O fato é que as empresas podem fazer tudo bem e terem as suas infraestruturas violadas, e podem prescindir de tomar medidas e não sofrer qualquer violação reconhecível”, acrescenta.

O director-executivo da Enloe Medical Center (Califórnia), Mike Wiltermood, concorda. A Enloe decidiu lutar contra a aplicação de uma multa a que foi sujeita no ano passado, depois de ter informado as autoridades sobre a descoberta de que os registos médicos de um paciente foram indevidamente acedidos em várias instâncias.

O centro médico diz que descobriu as violações através das suas próprias ações de monitoramento e investigação. O resultado? O Departamento de Saúde Pública da Califórnia (CDPH) optou por multar a Enloe. O centro médico achou que as ações do Estado não tinham justificativa.

“O Enloe Medical Center vai além das exigências da lei para proteger a privacidade dos pacientes, razão pela qual fomos capazes de detectar o vazamento”, diz Wiltermood num comunicado. “Da nossa perspectiva, a detecção precoce da violação de privacidade das informações do paciente, juntamente com as nossas medidas de precaução de longa data e os processos de garantia de privacidade, não foram tidos em consideração, como a lei prevê quando a CDPH optou por aplicar a multa de 130 mil dólares “, argumenta Wiltermood.

“Se o objetivo dos reguladores aqui é aumentar a divulgação de vazamentos, falharam, e se é elevar a segurança, também falharam”, diz Pete Lindstrom, diretor de investigação da Spire Security. “A lição para outras organizações é que mais vale esconder os seus incidentes”, diz ele.

Fonte: Revista CIO

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Penalizar empresas por vazamentos de dados é polêmica entre especialistas


Especialistas divergem se as multas aplicadas a empresas com bases de dados de clientes, por roubo ou vazamento de dados, protegem realmente o consumidor.

Por Redação da CIO
Publicada em 04 de maio de 2011 às 07h00Share




Nos Estados Unidos, à medida que várias multas começam a ser cobradas contra as organizações já atacadas ou com empregados que violaram políticas de privacidade de dados, alguns especialistas sobre a matéria questionam-se sobre se o governo não estará penalizando uma das vítimas dos crimes – em vez de mitigar riscos de roubo de identidade e de dados, objetivo maios da implantação das leis.

A prática começa a preocupar também as empresas brasileiras, em função da iniciativa do ministério da Justiça de criação de uma Lei para Proteção de Dados Pessoais. Nos últimos meses, a sociedade brasileira teve a oportunidade de debater o texto do projeto de lei que será submetido ao Congresso. Entre os pontos cobertos pela Lei estarão o monitoramento online, a interconexão entre os bancos de dados, o papel e a competência da “autoridade de garantia”, das propostas para fiscalizar e regulamentar as atividades relacionadas à coleta, tratamento e armazenamento de dados pessoais, bem como requisitos para a coleta, gestão e segurança no tratamento dos dados pessoais.

A proposta de formalizar um marco regulatório para a proteção de dados pessoais, sobretudo na Internet, apoia-se em experiências internacionais da União Européia, dos EUA e alguns países da América Latina, que já possuem legislação específica sobre o tema. Ademais, acompanha a movimentação legislativa recente para instituir um Marco Civil da Internet no país.

Vejamos alguns exemplos práticos do que poderá ocorrer aqui. Considere-se a acão da Procuradoria-Geral do estado de Massachusetts contra o dono do restaurante da cadeia Briar Group. Algumas semanas atrás, o procurador-geral anunciou ter fechado um acordo com a organização, levando-a a pagar 110 mil dólares em multas.

O acordo decorre de alegações de que a cadeia de restaurantes não protegeu adequadamente os dados de pagamentos feitos por clientes após uma aplicação nociva ter sido instalada nos seus sistemas. O malware esteve instalado na rede de Abril a Dezembro de 2009.

O grupo é acusado de não alterar as informações de autenticação dos funcionários e continuar aceitando cartões de crédito e de débito, mesmo depois de descobrir a vulnerabilidade, explicou o Procurador-Geral do Massachusetts. Os queixosos também acusam a cadeia de negligência quanto à segurança dos meios de acesso remoto e das redes sem fios.

Não são práticas de segurança que mereçam aplauso. No entanto, especialistas afirmam – devido ao elevado estado de insegurança de aplicações e sistemas de TI – que as empresas podem ter todas as tecnologias de segurança adequadas, políticas e procedimentos em vigor, e ainda acabar processadas. “Essas leis sobre notificação de violações de bases de dados não tinham a intenção de definir normas de prevenção “, diz Mark Rasch, director da consultora de segurança informática e protecção da privacidade Computer Sciences Corporation.

“Destinavam-se a ajudar os consumidores cujos dados foram roubados e para evitar o roubo de dados de identidade”, explica. “O fato é que as empresas podem fazer tudo bem e terem as suas infraestruturas violadas, e podem prescindir de tomar medidas e não sofrer qualquer violação reconhecível”, acrescenta.

O director-executivo da Enloe Medical Center (Califórnia), Mike Wiltermood, concorda. A Enloe decidiu lutar contra a aplicação de uma multa a que foi sujeita no ano passado, depois de ter informado as autoridades sobre a descoberta de que os registos médicos de um paciente foram indevidamente acedidos em várias instâncias.

O centro médico diz que descobriu as violações através das suas próprias ações de monitoramento e investigação. O resultado? O Departamento de Saúde Pública da Califórnia (CDPH) optou por multar a Enloe. O centro médico achou que as ações do Estado não tinham justificativa.

“O Enloe Medical Center vai além das exigências da lei para proteger a privacidade dos pacientes, razão pela qual fomos capazes de detectar o vazamento”, diz Wiltermood num comunicado. “Da nossa perspectiva, a detecção precoce da violação de privacidade das informações do paciente, juntamente com as nossas medidas de precaução de longa data e os processos de garantia de privacidade, não foram tidos em consideração, como a lei prevê quando a CDPH optou por aplicar a multa de 130 mil dólares “, argumenta Wiltermood.

“Se o objetivo dos reguladores aqui é aumentar a divulgação de vazamentos, falharam, e se é elevar a segurança, também falharam”, diz Pete Lindstrom, diretor de investigação da Spire Security. “A lição para outras organizações é que mais vale esconder os seus incidentes”, diz ele.

Fonte:IDGNOW! 

Eu particularmente acredito que as empresas devam ser responsáveis pela guarda dos dados dos clientes e devem sim responder por isso.

Regina Tupinambá
Para operar na internet uma empresa deve estar preparada e utilizar processos e recursos tecnológicos  já disponíveis para segurança de suas informações, senão que continue vendendo no balcão. 

Acredito também que as autoridades governamentais deveriam exigir no mínimo a identificação inequívoca dos sites e criar mecanismo de auditoria em relação a segurança das informações.

Se não estiverem devidamente  em conformidade  com as normas de segurança, além de multa será que as empresas não deveriam ser suspensas  e seus sites retirados do ar até que a situação seja regularizada?

Do contrário o que os consumidores e usuários de serviços online devem fazer?

Esquecer a internet? Só fazer pagamentos em dinheiro? E quem não tem outra alternativa, pois suas informações estão sendo enviadas para sevidores online para cumprimento de alguma obrigatoriedade? Precisam torcer os dedos e fazer um pedido para que suas informações não sejam violadas?

Regina Tupinambá

Artigos escritos por mim  expressam, exclusivamente, minha opinião pessoal sem vínculo a nenhuma organização.

Leia também
Cristina De Luca Vazamento de informações pode custar US$ 2 bilhões à Sony http://folha.com/me911080 #folha
 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Que Hacker resiste a tanta facilidade?

Não podemos nos deixar levar pelo sentimento de que estamos 100% protegidos e que espionagem industrial só acontece em filmes de ação.

Crackers roubam informações, terceiros utilizam-se delas estrategicamente e, na maioria das vezes, a vítima sequer suspeita desse roubo. São bens intangíveis. Muito valiosos, mas intangíveis.



Kevin Mitnick
Segundo Kevin Mitnick, considerado o mais famoso Hacker do mundo:

"Roubar dados é muito mais fácil do que protegê-los."

Algumas oportunidades são irresistíveis às ações criminosas como as redes corporativas com controle de acesso através de senhas fracas, trocas de e-mails com informações sensíveis sem assinatura digital e sigilo (criptografia), máquinas com acessos disponíveis e notebooks vulneráveis a roubos.

Contudo, hoje já é possível protegê-las sem complicações, com agilidade e com pouco investimento.

Existem soluções disponíveis no mercado para uso corporativo com certificados digitais para controle de acesso, troca de informações, criptografia de máquinas etc.. Se seu gerente de TI ainda não lhe apresentou essas soluções, vale a pena uma pesquisa.

Regina Tupinambá
Especialista em Certificação Digital

Li (dia 23/08/2010) um artigo escrito por Marcus Moraes da Arcon que completa meu pensamento.
Abaixo a transquição da matéria.

Document Management 23/08/2010
Autor: Marcus Moraes, vice-presidente da Arcon, empresa de serviços gerenciados de segurança.



Quanto vale a informação da sua empresa?
Especialista fala sobre os principais elementos para segurança da informação.

As informações sempre foram bens preciosos para as empresas, governos e instituições. Mas nas últimas décadas, com a informatização de todas as áreas das companhias, as informações saíram dos livros fiscais, dos registros e contratos em papel para assumirem a forma de dados – e, muitas vezes, trafegarem pela internet. Casos de vazamento de informações não param de chegar ao noticiário.

Dois recentes casos ganharam destaque no Brasil e no mundo. O vazamento das informações pessoais dos candidatos que participaram do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos últimos três anos e de milhares de documentos do Exército Americano arquivados sobre a guerra do Afeganistão. Mas esses não são casos isolados. Se olharmos para o mundo corporativo, o vazamento de informações é mais comum do que podemos pensar. Segundo pesquisa do Gartner, em 2010, entre 80% e 90% dos vazamentos de informações delicadas serão não-intencionais, acidentais ou resultantes de processos empresariais ruins.

Uma pesquisa do Ponemon Institute – realizada em 45 empresas dos Estados Unidos que perderam dados em 2009 – mostrou que cada registro de informação perdida teve custo médio de U$S 6,7 milhões de dólares. A pesquisa revela ainda que as violações de dados atingiu US$ 204 dólares por registro perdido ou roubado em 2009. O valor aumentou US$ 2 dólares em relação a 2008, mas uma comparação com os últimos cinco anos mostra um crescimento de US$ 138 dólares. A mesma Ponemon diz que 59% dos dados corporativos foram desviados por ex-funcionários das empresas.

Esses números e fatos tiram o sono dos executivos que fazem cada vez mais investimentos em segurança da informação. Mas será que os CEOs e CIOs estão no caminho certo? Se muitos dos seus dados já estão soltos na internet, o que o leva a crer que uma solução caseira e interna seja a opção mais adequada? E o custo para gerenciar, atualizar, manter ativos todos esses sistemas de segurança e manter atualizada toda a equipe de TI em relação a todas as novas pragas virtuais?

O caminho mais seguro e curto, e que se mostra uma tendência de mercado, são os serviços Gerenciados contra Vazamento de Informações. Com eles, é possível tratar o ambiente corporativo das empresas para que se consiga garantir a manipulação correta dos dados (em dispositivos móveis) e evitar que determinados funcionários tenham acesso indevido a dados sensíveis.

Além de garantir mais segurança para as informações das empresas, os serviços gerenciados também representam uma economia de custo. Uma empresa com cerca de 1.000 estações de trabalho/servidores, por exemplo, chega a reduzir seus custos com segurança contra vazamento de informações em até 30% optando pelos serviços gerenciados em detrimento da solução caseira.

A garantia de segurança é o grande fator motivacional para os novos clientes. Isso porque qualquer nível de investimento será alto se não resultar em aumento efetivo da segurança. E a segurança afeta cada vez mais os negócios. Esse crescimento no custo da perda de negócios demonstra que os clientes estão levando mais a sério quando o assunto é credibilidade sobre a privacidade de seus dados e segurança contra crackers, ex-funcionários e até mesmo criminosos.

Fonte: document management 23/08/2010
Marcus Moraes, vice-presidente da Arcon, empresa de serviços gerenciados de segurança